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Mortes em UTI: 4ª técnica de enfermagem vira alvo da Polícia

Ela está foragida e os outros três investigados continuam presos; eles confessaram os crimes

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Mortes em UTI: 4ª técnica de enfermagem vira alvo da Polícia
Foto: Divulgação

A história dos assassinatos em hospital do Distrito Federal parece não ter mais fim. Agora, conforme divulgação do Portal Metrópoles, uma mulher de 40 anos, também está na mira da Polícia e já responde por homicídio. A técnica de enfermagem, natural de Goiás, é a quarta pessoa investigada por uma série de assassinatos ocorridos no Hospital Anchieta, em Tabuatinga. Ao menos três mortes em UTI do hospital já estão confirmadas pelo crime, outras 20 estão em investigação devido à possibilidade de relação com os demais casos.

Juntamente com os outros três investigados, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra essa profissional. Porém, durante a operação que ocorreu no último dia 11 de janeiro, ela não foi localizada. Assim, ela se encontra na condição de foragida.

Até o momento, não ocorreu a divulgação do nome da mulher. Contudo, os demais técnicos de enfermagem presos no dia 11 de janeiro sob a acusação de matar ao menos três pacientes são: Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo em um primeiro momento negou os crimes durante depoimento. Porém, diante das provas apontadas pelos agentes ao investigado, ele deu outras duas versões sobre as mortes. Em ambas, ele confessou os crimes. Assim, a prisão temporária será convertida em preventiva e a Polícia investiga a possibilidade de ter ocorrido outros casos em hospitais por onde os profissionais passaram anteriormente.

Relembre: técnicos de enfermagem presos suspeitos causar mortes em UTI

Os crimes cometidos de forma cruel foram contra pacientes internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, que não tinham chance alguma de se defender. Ao menos três assassinatos, ocorreram nos meses de novembro e dezembro do ano passado.

Conforme as investigações, em um dos assassinatos, o técnico aplicou desinfetante 10 vezes em uma idosa de 75 anos, com uso de uma seringa. Isso aconteceu após ele aplicar outra substância que não resultou na morte. As aplicações ocorreram todas no mesmo dia, o que levou a paciente a ter várias paradas cardíacas e morrer na sequência.

Em outro caso, o mesmo técnico, de 24 anos, usou o login de um médico, que já estava fixo no computador para acessar o sistema e receitou um medicamento “errado”. Ele ainda buscou o remédio na farmácia e aplicou nas três vítimas sem consultar a equipe médica.

Depois de cometer os dois assassinatos, o suspeito fez massagens cardíacas nos pacientes para mostrar que estava tentando reanimá-los e mascarar a autoria do crime.

Outras duas técnicas de enfermagem são suspeitas de ajudar o acusado. Assim, os policiais também prenderam as duas profissionais, que poderão responder por homicídio. Pois, mesmo não participando da aplicação das substâncias, ambas foram negligentes por não denunciarem ao hospital nem à Polícia.

A 4ª investigada, portanto, segue foragida.