
A Prefeitura de Itajaí apresentou nesta quinta-feira (9) a situação da Secretaria de Saúde da cidade, destacando os problemas encontrados pela nova administração. O risco é que o sistema entre em colapso. Com base em vários documentos e registros, o governo recém-empossado relatou um estado crítico nas unidades de atendimento à comunidade e na rede pública de saúde de Itajaí.
“A nova gestão identificou mais de 15 contratos importantes vencidos, sem possibilidade legal de renovação. Estamos enfrentando uma situação crítica”, explicou a secretária de saúde, Mylena Lavado. Para enfrentar os desafios, o município de Itajaí está elaborando, por meio das pastas e órgãos responsáveis, um plano de ação para garantir a continuidade dos serviços e evitar o colapso do sistema público de saúde.
Situação atual dos contratos e seus impactos diretos:
Nos serviços de limpeza, manutenção e segurança, a Prefeitura de Itajaí constatou que a higienização e a biossegurança nas unidades de saúde estão comprometidas. A gestão também alertou para o risco de proliferação de infecções hospitalares e a desorganização administrativa.
No setor de Laboratório de Análises e Exames de Dengue e, ainda assim, COVID-19, a administração relatou a interrupção de diagnósticos essenciais para o controle de epidemias, atrasos nos laudos, agravamento de casos e dificuldade no controle epidemiológico.
No Atendimento Emergencial em Oftalmologia e Exames, a Prefeitura informou que faltam atendimentos imediatos para retirada de corpos estranhos, o que pode causar complicações graves, como a perda da visão. Além disso, a gestão não encontrou serviços contratados para diagnósticos oftalmológicos.
Em relação ao contrato de terceirização de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, a administração identificou uma redução drástica no quadro funcional. Esse cenário compromete atendimentos básicos, emergenciais e hospitalares, além de sobrecarregar os profissionais remanescentes, aumentando o risco de erros, bem como, a baixa qualidade do atendimento.
Por não convocar concursados a tempo, a gestão enfrenta dificuldades, igualmente, para substituir terceirizados, agravando a escassez de profissionais.
Equipamentos
Nos equipamentos de Raio-X, Ventilador Pulmonar, Monitor Multiparamétrico e Bombas de Infusão, a Prefeitura apontou a falta de exames e monitoramento de pacientes graves, também sob o risco de colapso. Além disso, há redução da capacidade de atendimento em emergências e unidades de terapia intensiva.
Na manutenção de informática e locação de computadores, a gestão relatou falhas em sistemas de agendamento, laudos e controle administrativo. Isso paralisou serviços essenciais, como a gestão de prontuários e a comunicação interna.
No sistema de Gestão de Saúde – Prontuário Eletrônico, a administração destacou interrupções no atendimento, causadas pela perda de informações clínicas. Dessa forma, isso aumenta o risco de erros médicos pela falta de acesso ao histórico dos pacientes.
Na manutenção de ar-condicionado, a Prefeitura identificou ambientes insalubres para pacientes e profissionais, especialmente em dias de calor intenso. A gestão alertou para o risco de contaminação cruzada devido à falta de climatização adequada.
Pelo menos cinco unidades de saúde apresentam problemas em suas estruturas e infraestruturas. O CRESCEM (Centro de Referência da Criança e da Mulher), UPA Cordeiros e as UBSs Votorantim, Costa Cavalcante e Jardim Esperança.

