
O fisiculturista e influenciador fitness Gabriel Ganley morreu aos 22 anos na manhã de sábado (23), na Zona Leste de São Paulo. Um amigo encontrou o atleta caído na cozinha da casa onde ele morava e acionou as autoridades.
Em seguida, a patrocinadora Integralmédica confirmou a morte. A polícia registrou o caso como morte suspeita no 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas.
Embora a investigação ainda aguarde os laudos periciais, relatos iniciais apontam para um possível quadro de hipoglicemia severa. No entanto, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que não encontrou sinais de violência no imóvel.
Além disso, peritos realizaram exames no local logo após encontrarem o corpo. Apesar de o portal LeoDias divulgar a hipótese de hipoglicemia, as autoridades ainda não confirmaram oficialmente a causa da morte. Agora, a conclusão depende dos exames toxicológicos e do laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML).
O atleta também se preparava para disputar o Musclecontest Brasil, principal campeonato de fisiculturismo do país, marcado para julho.
Hipoglicemia preocupa atletas de alta performance
Segundo o Ministério da Saúde, a hipoglicemia ocorre quando os níveis de açúcar no sangue caem drasticamente. Em atletas de alto rendimento, a condição pode surgir após dietas extremamente restritivas, jejuns prolongados e treinos intensos sem acompanhamento adequado.
Além disso, os sintomas variam entre tontura, desorientação e convulsões. Em casos mais graves, a queda de glicose pode provocar complicações fatais.
O próprio Gabriel já havia relatado nas redes sociais episódios anteriores de problemas de saúde. Em uma das publicações, ele contou que desenvolveu pneumonia com água no pulmão após um “efeito rebote” alimentar durante a preparação para competições.
De jogador de Pokémon a influenciador fitness
Natural do Rio de Janeiro, Gabriel Ganley iniciou a trajetória pública no universo do Pokémon TCG. Inclusive, ele representou o Brasil em campeonatos mundiais e chegou a figurar entre os oito melhores jogadores da América Latina.
Depois disso, o jovem migrou para o fisiculturismo e cursou Educação Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro até o quinto período. Enquanto buscava espaço no esporte, trabalhou como garçom e mantinha uma rotina intensa de treinos e produção de conteúdo.
Ao longo dos últimos anos, Gabriel conquistou mais de 1,7 milhão de seguidores no Instagram e cerca de 400 mil inscritos no YouTube ao mostrar a rotina no fisiculturismo de forma simples e sem grandes produções.
Mudança de carreira e homenagens
Inicialmente, Gabriel defendia o fisiculturismo natural. No entanto, após se mudar para São Paulo e enfrentar problemas de saúde, ele decidiu iniciar protocolos hormonais profissionais para competir na categoria Open, considerada a elite do fisiculturismo mundial.
Após a confirmação da morte, nomes conhecidos do esporte, como Coach Cruz e Jorlan Vieira, publicaram homenagens nas redes sociais.
Por fim, a polícia segue investigando se o mal súbito teve origem em fatores biológicos ou externos.

