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Mutirão da Saúde já reduziu em 52% a fila de pacientes de câncer em SC

Desde feveriro, já foram feitas mais de 20 mil cirurgias eletivas em todo o Estado

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Mutirão da Saúde já reduziu em 52% a fila de pacientes de câncer em SC
Cirurgias eletivas já reduziu mais da metade da fila. Foto: Divulgação

O chamado Programa de Cirurgias Eletivas, promovido pela secretaria de Estado da Saúde em Santa Catarina desde fevereiro, já atingiu a marca de 20 mil pacientes atendidos, o que significa uma redução em 52% da fila de cirurgias oncológicas. O Programa tem como meta reduzir o tempo de espera de cirurgias das mais diversas especialidades em até seis meses e tem também como prioridade as ações de atendimento aos pacientes oncológicos.

Em fevereiro, quando o programa foi lançado, haviam 2.738 pessoas com câncer na fila, número que reduziu para 1.304. “Não vamos descansar até atender esses pacientes. Temos condições, temos vontade política. É papel do Estado tirar as pessoas desse sofrimento e é isso que vamos continuar fazendo”, disse o governador Jorginho Mello.

“Nós assumimos o compromisso claro de garantir o cumprimento das leis do Câncer. Estamos aqui para fazer cumprir a legislação e garantir que os tratamentos sejam iniciados no tempo correto. Quem tem câncer tem pressa”, afirma a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto.

A legislação em vigor prevê que o tratamento aos pacientes oncológicos seja iniciado em no máximo 60 dias e que o acesso aos exames para pacientes suspeitos seja em até 30 dias. Para efetivar o Programa, foram desenvolvidas diferentes estratégias, que envolveram pactuações entre as unidades hospitalares, gestores municipais e órgãos de saúde. O investimento previsto para este ano é de R$ 235 milhões. As ações para a aceleração da realização dos procedimentos estão ocorrendo em todas as regiões do estado. São 96 hospitais contratualizados, com diferentes portes, quantidade que pode aumentar.

Cirurgias pelo estado

Somente no Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, foram realizadas 513 cirurgias oncológicas no período entre 16 de janeiro e 23 de março, batendo a meta pactuada com a Secretaria da Saúde. As cirurgias realizadas no período, na unidade, foram de: cabeça e pescoço, 147; mastologia, 89; geral, 122; ginecologia, 63; urologia, 75; gastrologia, 7; ortopedia, 6 e torácica, 4.

“Os resultados que vemos no Hospital Marieta também estamos observando nos outros hospitais. São unidades mobilizadas com esse intuito maior, que é salvar vidas. Temos percorrido os hospitais e estamos vendo o comprometimento das gestões e das equipes que estão dedicadas a fazer a fila andar de forma acelerada”, complementa a secretária Carmen Zanotto.

Na região da Serra, o Hospital Frei Rogério, em Anita Garibaldi, realizou em fevereiro 100 procedimentos vasculares. Foram atendidos pacientes de municípios da região que passaram pelo tratamento esclerosante, que consiste na injeção de um líquido no interior da veia. O objetivo é que sejam atendidos 200 pacientes ao mês.

Na região Sul, o Hospital Nossa Senhora de Fátima, de Praia Grande, realizou o procedimento de catarata em 348 pacientes. A mobilização ocorreu entre os dias 7 e 10 de fevereiro. Os pacientes foram encaminhados por meio da Central de Regulação Estadual contemplando toda região Macrosul, como Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc), Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e da Associação Municípios Região de Laguna (Amurel).

No Vale do Itajaí, o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Gaspar, 296 cirurgias eletivas foram realizadas nas especialidades de ortopedia, ginecologia e cirurgia geral. O objetivo é realizar 200 cirurgias ao mês a partir de abril, o que possibilitará zerar a fila de cirurgias do município de Gaspar de pacientes que tenham dado entrada desde 2019.

Também pelo Programa do Estado, cinco unidades gerenciadas pela Organização Social Instituto Maria Schmitt (Imas) e contratualizadas com a SES estão fazendo os mutirões. Já foram realizadas 3.932 cirurgias. Os números referem-se ao período de 1º de janeiro a 15 de março.

O compromisso firmado pelo Instituto com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) é que sejam feitas 10 mil cirurgias em seis meses. Para cumprimento da neta, o Imas investiu R$ 800 mil na compra de equipamentos e na ampliação de salas cirúrgicas. Também houve a ampliação de equipes, com a contratação de profissionais da enfermagem e médicos. Dessa forma, foi ampliado o horário de atendimento com cirurgias sendo realizadas das 19h até 1h todos os dias, incluindo finais de semana.

As cirurgias ocorrem em cinco hospitais geridos pela OS, principalmente nas especialidades geral e ginecologia. O Hospital Florianópolis, em Florianópolis; o Hospital Regional Deputado Afonso Guizzo, em Araranguá; o Hospital Dom Joaquim, em Sombrio; o Hospital Santo Antônio, em Timbé do Sul e o Hospital São Marcos, em Nova Veneza.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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