
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a chamada “morte materna” ocorre quando mulheres morrem durante a gestação ou até 42 dias após o parto. Em Itajaí, no Litoral Norte catarinense, foram cinco casos nessas circunstâncias registrados somente em 2022. O índice acendeu um alerta na Secretaria da Saúde e Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Prefeitura, que lançou na semana passada a segunda edição do boletim epidemiológico sobre mortalidade materna local.
As informações foram coletadas entre 2012 e 2022, numa iniciativa alusiva ao Dia Nacional da Redução de Mortalidade Materna, comemorado em 28 de maio. A data busca relembrar o tema e discutir políticas que visam diminuir e prevenir mortes maternas evitáveis, o que ainda é considerado o grande desafio para a saúde brasileira e mundial.
O boletim epidemiológico sobre o tema traz dados coletados no município de Itajaí, e aborda a distribuição dos óbitos maternos sobre aspectos demográficos, sociodemográficos, por bairros, número de consultas pré-natal segundo o período de ocorrência de óbito, entre outros.
Dados da mortalidade materna
O levantamento apontou que entre as causas destes cinco registros de morte materna predominam as obstétricas diretas, com destaque para as doenças hipertensivas e as síndromes hemorrágicas. Além disso, também influência nos números as infecções puerperais, aborto e doenças do aparelho cardiovascular complicadas pela gravidez. O boletim será entregue ao secretário de saúde, Emerson Roberto Duarte, e ao Conselho Municipal de Saúde.
De acordo com a Prefeitura, Itajaí conta com políticas públicas e programas projetados para fortalecer e ampliar o acesso aos serviços de atendimento, e investimento na melhoria da qualidade de assistência ao pré-natal, parto e pós-parto.
Existem também serviços públicos e privados que oferecem assistência pré-natal. A cidade conta com 32 unidades de saúde de atenção básica que realizam pré-natal, que é a porta de entrada para todas as gestantes. O Hospital Marieta Konder Bornhausen contempla ainda uma maternidade com um Centro Obstétrico, que é referência na realização de partos de alto risco. A cidade integra ainda o Rede Cegonha, programa nacional de prevenção.

