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Irmãos recebem diagnóstico de atrofia muscular espinhal e família busca tratamento

Doença genética rara causa fraqueza muscular progressiva e exige terapias contínuas

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Irmãos recebem diagnóstico de atrofia muscular espinhal e família busca tratamento
Foto: Redes Sociais/Reprodução

Dois irmãos receberam diagnóstico de atrofia muscular espinhal (AME) tipo 3 em 2023, em Rio Pomba, Minas Gerais, após anos de dúvidas sobre a origem das dificuldades motoras. Um exame genético confirmou a doença, e desde então a família passou a buscar tratamento especializado e acesso a medicamentos de alto custo, ainda indisponíveis no sistema público.

Sintomas apareceram cedo e acenderam o alerta

A família percebeu os primeiros sinais quando a filha mais velha começou a caminhar. Ela caía com frequência e demonstrava dificuldade para manter o equilíbrio. Inicialmente, profissionais investigaram outras hipóteses, o que atrasou a confirmação.

Pouco tempo depois, o irmão mais novo apresentou sintomas semelhantes. A repetição dos sinais levou os médicos a solicitar exames mais específicos. O teste genético confirmou a atrofia muscular espinhal tipo 3, uma condição rara que afeta diretamente os neurônios responsáveis pelos movimentos.

Doença reduz força muscular ao longo do tempo

A atrofia muscular espinhal diminui a produção de uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores. Como resultado, os músculos perdem força gradualmente, principalmente nas pernas. Por isso, tarefas simples, como correr, levantar ou subir escadas, tornam-se cada vez mais difíceis.

Além disso, muitos pacientes enfrentam demora no diagnóstico, porque os sintomas se confundem com outros problemas neurológicos ou ortopédicos. O exame genético permite confirmar a doença com precisão e iniciar o tratamento o quanto antes.

Família reorganizou a rotina para garantir terapias

Após a confirmação, os pais reorganizaram completamente o dia a dia das crianças. Eles iniciaram sessões regulares de fisioterapia motora e respiratória, além de acompanhamento com diferentes especialistas. Essas intervenções ajudam a preservar a mobilidade e retardar a progressão da doença.

Ao mesmo tempo, a família assumiu novos custos e passou a buscar alternativas para manter o tratamento contínuo. Mesmo diante das dificuldades, os pais seguem firmes e priorizam o cuidado e o desenvolvimento dos filhos.

Medicamentos oferecem esperança de estabilidade

Atualmente, a medicina dispõe de tratamentos capazes de desacelerar a progressão da atrofia muscular espinhal e preservar a função muscular. No entanto, o alto custo ainda limita o acesso para muitas famílias.

Enquanto aguardam acesso completo à terapia, os irmãos continuam o acompanhamento médico e mantêm as atividades de reabilitação. O caso reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao tratamento, fatores que podem transformar o futuro de crianças com doenças raras.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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