Região Brusque / Itajaí

Hospital Marieta inicia trombólise pelo SUS e amplia atendimento a pacientes com AVC

A medida atende uma demanda antiga e passa a beneficiar pacientes de toda a região da Amfri

Hospital Marieta inicia trombólise pelo SUS e amplia atendimento a pacientes com AVC
Foto: Secom

O Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen passou a realizar, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), procedimentos de trombólise endovenosa para Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), após habilitação da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina. Com isso, a medida atende uma demanda antiga e passa a beneficiar pacientes de toda a região da Amfri.

Logo nos primeiros dias, a equipe aplicou o tratamento em três pacientes: uma mulher de 78 anos e um homem de 76, ambos encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além de uma mulher de 48 anos. Todos receberam o protocolo considerado padrão-ouro na fase aguda do AVC isquêmico.

Segundo o secretário estadual da Saúde, Diogo Demarchi Silva, o Estado ampliou o serviço em parceria com o município de Itajaí e com o hospital. Dessa forma, prioriza o atendimento à população e busca reduzir mortes e sequelas na região.

Além disso, a unidade vai inaugurar um setor exclusivo para tratamento de AVC. Assim, amplia a estrutura e qualifica ainda mais o atendimento.

A diretora-geral Simone Santana destacou que as equipes de Emergência, Neurologia e Neurocirurgia atuaram de forma integrada. Dessa maneira, garantiram rapidez no atendimento, fator decisivo na recuperação dos pacientes.

A trombólise endovenosa é um procedimento clínico de urgência, não cirúrgico. Basicamente, os profissionais administram, por via intravenosa, um medicamento capaz de dissolver o coágulo que bloqueia a circulação cerebral. No entanto, o paciente precisa receber a medicação em até 4h30 após o início dos sintomas para aumentar as chances de recuperação.

Por fim, a secretária de Saúde de Porto Belo e coordenadora da Central de Regulação da Macrorregião da Foz do Rio Itajaí, Jainara Nordio, ressaltou que a região pleiteava o serviço há anos. Agora, com a autorização estadual, o tratamento pode ser oferecido mesmo sem habilitação federal, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.