
O Hospital Azambuja, de Brusque, realizou as primeiras cirurgias eletivas de ortopedia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nesta semana, após ser habilitado como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia, pelo Ministério da Saúde. O serviço irá desafogar o atendimento no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, para onde os pacientes do SUS de Brusque e região eram encaminhados. Os procedimentos de emergência já estão sendo feitos desde o mês de janeiro.
A habilitação foi concedida no dia 19 de dezembro de 2022 e de lá para cá, o hospital realizou todos os trâmites necessários para iniciar as cirurgias. Desta forma, pacientes que estão na fila para realização de seus procedimentos, estão sendo encaminhados ao hospital via Central de Regulação do estado. A unidade possui uma equipe experiente em cirurgias ortopédicas, pois há anos realiza esses procedimentos de grande porte de forma particular e por convênios médicos.
Além do credenciamento, o Hospital Azambuja possui estrutura física e de pessoal em todas as áreas necessárias para realização destes procedimentos, como UTI, banco de sangue, equipe de ortopedia atuante e residente em Brusque, o que torna todo processo seguro e de qualidade. Realizaram procedimentos de alta complexidade em ortopedia e traumatologia na instituição os neurocirurgiões Francisco Pena, Rafael Barreiros Hoffmann, Osvaldo Quirino de Souza e Marcelo Jose Mandalis Swerts.
A unidade está inclusa na Política Estadual de Cirurgias Eletivas com a meta de realizar 150 procedimentos mensais, com recursos da Política Hospitalar Catarinense (PHC). Além das cirurgias ortopédicas, o hospital também realiza procedimentos eletivos pelo SUS de cirurgias gerais, plásticas reparadoras, bariátricas, ginecológicas e de otorrino.
Vida nova
A camareira Marli Molverstet, 47 anos, era só alegria horas antes de sua cirurgia de coluna. Para ela, poder realizar o procedimento no Hospital Azambuja, instituição que fica em sua cidade, já é motivo de satisfação, que torna-se ainda maior quando se soma aos quase seis anos que ela aguardava na fila de espera para realização do procedimento.
Com problemas na coluna (L3, L4 e L5), Marli relata que precisou aprender a conviver com as dores infindáveis, mas que sempre nutriu a esperança de que um dia sua cirurgia iria acontecer. “Há 20 dias quando recebi o contato do hospital de que poderia realizar minha cirurgia, quase não acreditei. Eu ainda estou meio anestesiada com a notícia e muito feliz porque é aqui em Brusque, estou perto dos meus filhos”, revela Marli, mãe de três filhos.
Sentimento semelhante teve José Mário Betinelli, de 37 anos, morador de Botuverá. Motorista de caminhão, ele estava há quatro anos aguardando pela cirurgia de hérnia de disco na coluna. Pai de dois filhos, de 9 e 2 anos, as dores na coluna o impediram muitas vezes de trabalhar e realizar atividades com a família.
“Recebi o diagnóstico de cirurgia em 2019, e desde então, estou aguardando o encaminhamento para a cirurgia. Poder realizar o procedimento agora e ainda mais no Hospital Azambuja, que é uma instituição que conhecemos e está mais próxima de nossa casa, é muito melhor, me sinto mais aliviado em saber que estou mais perto da minha família”, comenta ele.
Os dois pacientes acreditam que após a cirurgia e recuperação, o objetivo é iniciar uma vida nova e sem dores. “Poder deitar, sentar, trabalhar, sem sentir dor, será uma nova vida para mim, com certeza”, acredita Marli. “Não conseguia muitas vezes nem pegar minha filha de dois anos no colo. Agora, depois da cirurgia e recuperação, será uma nova vida, com certeza”, complementa José.

