
Um homem de 55 anos morreu após sofrer um arranhão da própria gata e apresentar uma hemorragia intensa em Kirishi, na região de Leningrado, na Rússia. O caso aconteceu em 22 de novembro de 2024, mas voltou a ganhar repercussão depois que veículos internacionais divulgaram novos detalhes. A vítima, identificada como Dmitry Ukhin, convivia com diabetes e um distúrbio de coagulação sanguínea, fatores que podem ter agravado o quadro.
Tutor encontrou a gata antes do acidente
Segundo o portal Oddity Central, Dmitry saiu de casa para procurar Styopka, sua gata de estimação, que costumava passear sozinha pela vizinhança. Depois de encontrá-la, ele levou o animal de volta para casa.
Horas mais tarde, porém, a gata arranhou a perna do tutor. Logo em seguida, o homem começou a sangrar intensamente. Como não conseguiu estancar a hemorragia, ele telefonou para um vizinho por volta das 23h e pediu ajuda.
O vizinho correu até a residência, tentou prestar os primeiros socorros e acionou o serviço de emergência. Ainda assim, quando a equipe médica chegou ao local, apenas confirmou a morte de Dmitry.
Doenças preexistentes podem ter agravado a hemorragia
De acordo com o jornal russo Komsomolskaya Pravda, o chamado feito aos serviços de emergência informava que o homem apresentava um sangramento causado pelo rompimento de uma veia. No entanto, esse relato descreve apenas as informações recebidas durante o atendimento e não representa uma conclusão oficial da perícia.
Além disso, o portal UOL informou que as autoridades russas ainda não divulgaram a causa oficial da morte. Por isso, não é possível afirmar que o arranhão tenha provocado diretamente o óbito.
Mesmo assim, especialistas destacam que pessoas com diabetes e distúrbios de coagulação enfrentam maior risco de complicações após ferimentos. Nesse caso, essas condições podem ter contribuído para a gravidade da hemorragia.
Família afirma que gata era dócil
A esposa de Dmitry, Natalya, não estava em casa quando tudo aconteceu. Segundo ela, Styopka sempre foi uma gata tranquila, costumava passear sozinha e mantinha uma forte ligação com o tutor.
Por isso, a família afirmou não entender o que motivou o comportamento do animal naquele dia. Depois da morte de Dmitry, a gata continuou vivendo na residência.
Embora o caso tenha repercutido internacionalmente, especialistas reforçam que arranhões de gatos raramente provocam consequências fatais em pessoas saudáveis. Neste episódio, as doenças preexistentes da vítima aparecem como um fator relevante para compreender o desfecho, mas a causa oficial da morte ainda não foi confirmada pelas autoridades russas.

