
De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, a cidade registrou, até esta quinta-feira (11), 509 casos da doença mão-pé-boca em 2023. Dentre os surtos, 12 ainda estão ativos, ocorrem em escolas e as crianças estão em fase de transmissão.
Nesta quarta-feira (10), a Secretaria do Estado da Saúde (SES) lançou um alerta, reforçando as medidas contra a doença. A síndrome mão-pé-boca é causada por um vírus chamado Coxsackie, que pertence à família dos enterovírus, os quais costumam habitar o sistema digestivo podendo provocar estomatites (como aftas que afetam a mucosa da boca). Ainda que possa atingir adultos, a doença é mais comum em crianças com idade inferior a cinco anos.
Sintomas
Acometidos pela doença podem apresentar sintomas como febre alta antes do aparecimento das lesões; manchas vermelhas com pus (que podem evoluir para ulcerações) na boca, amídalas e faringe; pequenas bolhas que podem aparecer na palma da mão e na planta dos pés, ou em nas nádegas e região genital; falta de apetite; mal-estar; vômitos e diarreia; dificuldade para engolir; salivação; dor de garganta e dor de cabeça.
Transmissão
Conforme a SES, a transmissão ocorre através do contato direto ou indireto com fezes de pessoas contaminadas, por meio das gotículas espalhadas por tosse/espirros/saliva no ambiente e/ou objetos de uso compartilhado ou pelo consumo de alimentos contaminados ou mal cozidos. Outra forma de contágio é o contato direto com as lesões.
A pasta alerta ainda, que mesmo após a recuperação, o paciente pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. Dessa forma, a higiene das mãos deve se manter intensificada mesmo depois da melhora dos sintomas.
Medidas de prevenção
As principais medidas de controle são o afastamento dos sintomáticos até resolução dos sintomas e a intensificação das medidas de higiene de mãos e do ambiente e superfícies, com especial enfoque em objetos compartilhados, como brinquedos, nos casos das creches, conforme detalhado a seguir:
– Lavar frequente e correta das mãos, especialmente após a troca de fraldas e de usar o banheiro (a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas);
– Limpar as superfícies e artigos incluindo brinquedos, primeiramente com água e sabão e então desinfetando com uma solução a base de alvejante com cloro/água sanitária (feita com uma colher de sopa do produto adicionada à 4 copos de água);
– Evitar o contato próximo (beijar, abraçar, dividir talheres e copos) com pessoas com a doença;
– Limitar a exposição das crianças doentes, mantendo as que apresentam sintomas afastadas da escola ou creche até o desaparecimento dos sintomas;
– Manter uma boa higiene ambiental e um sistema de ventilação adequado em recintos fechados;
– Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas;
– Não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos.

