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Florianópolis já registra mais de 500 casos de mão-pé-boca em 2023

Pelo menos 12 surtos ainda estão ativos na cidade; saiba quais são os sintomas e as medidas de prevenção

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Florianópolis já registra mais de 500 casos de mão-pé-boca em 2023
Vírus Coxksackie. Foto: Reprodução / Internet

De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, a cidade registrou, até esta quinta-feira (11), 509 casos da doença mão-pé-boca em 2023. Dentre os surtos, 12 ainda estão ativos, ocorrem em escolas e as crianças estão em fase de transmissão.

Nesta quarta-feira (10), a Secretaria do Estado da Saúde (SES) lançou um alerta, reforçando as medidas contra a doença. A síndrome mão-pé-boca é causada por um vírus chamado Coxsackie, que pertence à família dos enterovírus, os quais costumam habitar o sistema digestivo podendo provocar estomatites (como aftas que afetam a mucosa da boca). Ainda que possa atingir adultos, a doença é mais comum em crianças com idade inferior a cinco anos.

Sintomas

Acometidos pela doença podem apresentar sintomas como febre alta antes do aparecimento das lesões; manchas vermelhas com pus (que podem evoluir para ulcerações) na boca, amídalas e faringe; pequenas bolhas que podem aparecer na palma da mão e na planta dos pés, ou em nas nádegas e região genital; falta de apetite; mal-estar; vômitos e diarreia; dificuldade para engolir; salivação; dor de garganta e dor de cabeça.

Transmissão

Conforme a SES, a transmissão ocorre através do contato direto ou indireto com fezes de pessoas contaminadas, por meio das gotículas espalhadas por tosse/espirros/saliva no ambiente e/ou objetos de uso compartilhado ou pelo consumo de alimentos contaminados ou mal cozidos. Outra forma de contágio é o contato direto com as lesões.

A pasta alerta ainda, que mesmo após a recuperação, o paciente pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. Dessa forma, a higiene das mãos deve se manter intensificada mesmo depois da melhora dos sintomas.

Medidas de prevenção
As principais medidas de controle são o afastamento dos sintomáticos até resolução dos sintomas e a intensificação das medidas de higiene de mãos e do ambiente e superfícies, com especial enfoque em objetos compartilhados, como brinquedos, nos casos das creches, conforme detalhado a seguir:

– Lavar frequente e correta das mãos, especialmente após a troca de fraldas e de usar o banheiro (a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas);

– Limpar as superfícies e artigos incluindo brinquedos, primeiramente com água e sabão e então desinfetando com uma solução a base de alvejante com cloro/água sanitária (feita com uma colher de sopa do produto adicionada à 4 copos de água);

– Evitar o contato próximo (beijar, abraçar, dividir talheres e copos) com pessoas com a doença;

– Limitar a exposição das crianças doentes, mantendo as que apresentam sintomas afastadas da escola ou creche até o desaparecimento dos sintomas;

– Manter uma boa higiene ambiental e um sistema de ventilação adequado em recintos fechados;

– Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas;

– Não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos.