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DNA define resposta ao Mounjaro e explica por que alguns emagrecem mais

Estudo mostra que genética influencia resultado e efeitos do tratamento

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DNA define resposta ao Mounjaro e explica por que alguns emagrecem mais
Imagem: Freepik

Uma nova pesquisa mostra, de forma direta, que o DNA influencia o quanto uma pessoa emagrece ao usar o Mounjaro. Os cientistas analisaram milhares de pacientes e identificaram que variações genéticas alteram a resposta do organismo ao medicamento. Com isso, fica claro que o resultado não depende só da dose ou da disciplina, depende também da biologia de cada indivíduo.

Genética acelera ou reduz o efeito do remédio

Primeiro, os pesquisadores identificam um fator decisivo. Pessoas com determinadas variantes no gene ligado ao receptor de GLP-1 respondem melhor ao tratamento.

Na prática, esses pacientes perdem mais peso e, ao mesmo tempo, apresentam uma resposta mais rápida. Por outro lado, quem não possui essas variações pode emagrecer menos ou demorar mais para ver resultados.

Ou seja, o mesmo remédio entrega resultados diferentes dependendo do DNA.

Resultados variam mesmo com o mesmo tratamento

Além disso, o estudo reforça algo que já aparecia na prática clínica. Duas pessoas podem usar o mesmo medicamento, seguir a mesma rotina e, ainda assim, alcançar resultados completamente distintos.

Enquanto alguns pacientes perdem mais de 20% do peso corporal, outros registram uma redução bem mais modesta. Com isso, a ciência começa a explicar essas diferenças de forma concreta.

DNA também influencia efeitos colaterais

Ao mesmo tempo, a genética não interfere apenas no emagrecimento. Ela também impacta os efeitos colaterais.

Os pesquisadores identificam variantes que aumentam a chance de náuseas e desconfortos gastrointestinais. Assim, algumas pessoas enfrentam mais dificuldades durante o tratamento, enquanto outras quase não sentem efeitos.

Portanto, o DNA atua em duas frentes, resultado e tolerância ao medicamento.

Estilo de vida continua sendo decisivo

Mesmo com a influência genética, os especialistas fazem um alerta claro. O DNA não age sozinho.

Alimentação, atividade física, rotina e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais. Dessa forma, o resultado final surge da combinação entre genética e hábitos diários.

Ou seja, o remédio ajuda, a genética influencia, mas o comportamento completa o processo.

Medicina caminha para tratamentos personalizados

Agora, o estudo aponta para um futuro mais estratégico. Médicos podem usar testes genéticos para prever quem vai responder melhor ao tratamento.

Com isso, conseguem ajustar doses, escolher medicamentos mais eficazes e reduzir efeitos colaterais. Assim, a medicina avança para um modelo mais personalizado e eficiente.

No fim, o recado é direto. O Mounjaro funciona, mas não funciona igual para todo mundo. E, cada vez mais, a ciência mostra que o resultado começa dentro do próprio corpo.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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