
Mais de sete em cada dez pacientes com câncer de cabeça e pescoço no Brasil descobrem a doença em estágio avançado. O cenário aparece tanto no Sistema Único de Saúde quanto na rede privada.
O estudo analisou informações de mais de 37 mil pessoas atendidas entre 2016 e 2018. Os pesquisadores também compararam o perfil dos pacientes e a localização dos tumores nos dois sistemas.
No SUS, os tumores na cavidade oral representaram 37,1% dos casos. Já na rede privada, a orofaringe concentrou 42,5% dos diagnósticos.
Quais fatores aumentam o risco?
O tabagismo apareceu no histórico de 83,2% dos pacientes atendidos pelo SUS. Na rede privada, o índice chegou a 64,2%.
O consumo de bebidas alcoólicas também foi mais frequente entre os pacientes da rede pública, com 74,6%, contra 50,3% no setor privado.
Além disso, condições precárias de higiene bucal e a baixa frequência de consultas odontológicas podem dificultar a identificação precoce de alterações na boca.
Quais sinais exigem atenção?
Feridas na boca que não cicatrizam, nódulos no pescoço, rouquidão persistente e dificuldades para mastigar, engolir ou falar precisam de avaliação profissional.
Os tumores de cabeça e pescoço podem atingir a boca, a língua, a faringe, a laringe, a tireoide e os seios da face.
Portanto, a prevenção passa pelo combate ao cigarro, pela redução do consumo excessivo de álcool, pelos cuidados com a saúde bucal e pela procura rápida por atendimento diante de sintomas persistentes.

