
Especialistas apontam a influenza A como o vírus mais perigoso para os brasileiros em 2026. Embora tenha letalidade menor que outras doenças, o vírus se espalha rapidamente, pressiona hospitais e aumenta os casos graves de síndrome respiratória.
Além disso, a temporada deste ano trouxe uma cepa H3N2 com menor resposta à vacina, o que elevou o número de internações. Infectologistas também acompanham com preocupação o avanço do H5N1 entre mamíferos, devido ao potencial risco pandêmico.
Por isso, médicos reforçam a importância da vacinação e do início rápido do tratamento antiviral nos primeiros dias de sintomas.
Ebola preocupa por falta de vacina
O atual surto de ebola ganhou atenção internacional porque envolve a cepa Bundibugyo, que ainda não possui vacina aprovada nem tratamento específico.
Segundo especialistas, o maior risco para o Brasil seria a entrada de pessoas infectadas ainda no período de incubação após viagens à África. Além disso, hospitais brasileiros não contam, em sua maioria, com estrutura adequada para lidar com casos confirmados da doença.
Apesar disso, infectologistas avaliam que o risco de disseminação ampla permanece baixo, já que o vírus exige contato direto com secreções contaminadas.
Hantavírus tem alta letalidade, mas transmissão limitada
Embora o hantavírus apresente taxa de letalidade entre 30% e 50%, especialistas explicam que o vírus possui baixa capacidade de disseminação.
No Brasil, a transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas por fezes e urina de roedores silvestres. Dessa forma, o risco se concentra em áreas rurais, galpões e locais fechados.
Ainda assim, médicos recomendam cuidados durante limpezas em ambientes com possível presença de roedores, incluindo uso de máscara PFF2 e luvas.
Poliomielite segue controlada, mas vacinação preocupa
A poliomielite continua praticamente erradicada no mundo, porém especialistas alertam para a queda da cobertura vacinal no Brasil.
Embora o país utilize atualmente apenas a vacina inativada, considerada mais segura, autoridades sanitárias monitoram regiões com baixa imunização infantil, que podem facilitar a reintrodução do vírus.
Por isso, infectologistas recomendam que famílias mantenham a carteira de vacinação atualizada.
Mpox mantém vigilância ativa
O mpox segue em circulação no Brasil, principalmente por contato físico próximo. Além disso, especialistas acompanham a chegada da variante Clade Ib, considerada mais transmissível e associada a quadros mais graves.
Apesar da baixa letalidade, médicos orientam atenção a lesões na pele e reforçam a necessidade de procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos.
Especialistas diferenciam letalidade e risco coletivo
Os infectologistas destacam que o vírus mais letal nem sempre representa a maior ameaça à população. Segundo eles, fatores como facilidade de transmissão, capacidade de sobrecarregar hospitais e alcance populacional determinam o impacto real de uma doença.
Assim, enquanto o ebola preocupa pela gravidade, a influenza segue como o principal risco sanitário atual devido à ampla circulação no país.

