
Manifestantes foram às ruas neste domingo (14), em capitais e cidades do país, para protestar contra o projeto de lei que altera regras de dosimetria das penas e contra propostas de anistia a condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Os atos ocorreram em locais simbólicos, reuniram movimentos sociais, entidades sindicais e organizações civis e tiveram como objetivo pressionar o Congresso Nacional a barrar as iniciativas.
Mobilização nacional
Desde as primeiras horas do dia, grupos se concentraram em pontos estratégicos de capitais como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e outras cidades. Em comum, os manifestantes levaram faixas, cartazes e palavras de ordem com críticas diretas ao que chamam de flexibilização das punições e tentativa de apagar crimes contra a democracia.
Além disso, os organizadores destacaram o caráter nacional da mobilização, que foi convocada por centrais sindicais, frentes populares e movimentos sociais. A estratégia, segundo eles, foi mostrar capilaridade e ampliar a pressão política.
Ato em Brasília
Na capital federal, o protesto ocorreu próximo à Esplanada dos Ministérios e reuniu representantes de entidades de classe, servidores públicos e militantes de diferentes correntes políticas. Durante os discursos, lideranças afirmaram que mudanças na dosimetria das penas podem beneficiar condenados por atos graves e enfraquecer o sistema de Justiça.
Ainda assim, o ato transcorreu de forma pacífica, com acompanhamento das forças de segurança e sem registro de confrontos.
Manifestações no Rio e em outras cidades
No Rio de Janeiro, manifestantes se reuniram na orla de Copacabana, especialmente na região do Posto 5. O tom foi de alerta e mobilização contínua. Organizadores reforçaram que novas ações devem ocorrer caso o Congresso avance com a tramitação das propostas.
Ao mesmo tempo, cidades de outras regiões também registraram atos, ainda que com públicos menores. Em todas elas, a pauta central foi a defesa da democracia e a rejeição à anistia.
Críticas ao Congresso
Ao longo das manifestações, os discursos concentraram críticas no Congresso Nacional. Segundo os participantes, os projetos em discussão não refletem a vontade da maioria da população e colocam em risco o princípio da responsabilização penal.
Por isso, as entidades afirmam que pretendem intensificar o diálogo com parlamentares e ampliar a pressão social nas próximas semanas.
Com atos espalhados pelo país, os protestos deste domingo reforçaram a polarização em torno do tema e colocaram novamente no centro do debate público as propostas de mudança na dosimetria das penas e de anistia. A expectativa dos organizadores é manter a mobilização ativa enquanto o assunto seguir em discussão no Congresso Nacional.

