
A representação protocolada pelo deputado estadual Jessé Lopes (PL) na semana passada contra a colunista da Folha de São Paulo, que associou os catarinenses ao nazismo, evoluiu para um Procedimento Preparatório e Inquérito Policial pela prática de crime previsto na Lei de Crimes Raciais, que inclui preconceito com pessoas ou grupos em decorrência de sua procedência nacional. O documento teve o apoio de 21 deputados estaduais, oito deputados federais e um senador da República.
“Agradeço mais uma vez a todos os colegas que assinaram comigo essa representação. É importantíssimo sairmos da inércia quando esse tipo de barbaridade acontece. Já chega de deixar passar isso em branco”, declarou Jessé. Com isso, o Ministério Público (MP) sinaliza que em breve deve processar o jornal e a colunista pelos danos morais coletivos contra os catarinenses, denunciando a jornalista pelos crimes raciais cometidos.
No último sábado (27), a Folha de São Paulo admitiu o erro e se retratou, após o governador do estado, Jorginho Mello, publicar uma carta aberta ao povo catarinense. A matéria assinada por Giovana Madalosso no dia 21 de maio chamava a atenção para a palavra “heil” inscrita no telhado de algumas casas em Urubici, afirmando que “muito provavelmente” seria uma alusão ao regime totalitário alemão liderado pelo tirano Adolf Hitler nos anos 1930 e 1940, quando – na verdade – é o sobrenome da família.

