
Mais um dos 16 prefeitos presos em decorrência da chamada Operação Mensageiro foi solto pela Justiça nesta terça-feira (12). Ex-prefeito de Guaramirim, Luís Antônio Chiodini, ganhou a liberdade por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A corte do STJ seguiu o entendimento do relator do caso, desembargador Jesuíno Rissato, que avaliou que, após sete meses atrás das grades, manter o prefeito preso antes do julgamento não seria mais necessário. A Justiça ainda irá definir medidas cautelares que Chiodini terá que cumprir, como tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar, por exemplo.
A operação Mensageiro investiga suspeitas de corrupção envolvendo desvio de verbas públicas nas áreas de coleta de lixo e saneamento. Chiodini renunciou ao cargo em agosto deste ano, cerca de dez dias após se formalizado como réu na Justiça.
Ele foi preso em maio deste ano, quando voltava de viagem à Inglaterra, na Europa. O ex-prefeito estava em período de férias quando a quarta fase da operação Mensageiro foi deflagrada, em 28 de abril desde ano.

Dos 16 prefeitos presos preventivamente, apenas um segue atrás das grades, Luiz Shimoguiri, ex-prefeito de Três Barras. Seus advogados fizeram nesta semana um novo pedido de soltura, mas a Justiça ainda não se manifestou. Os outros 15 estão em liberdade mediante medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica em alguns casos e proibição de contato com testemunhas e réus.
Apenas três prefeitos permanecem nos cargos, em exercício ou afastados temporariamente. Antônio Ceron (PSD), de Lages, foi autorizado pela Justiça a reassumir o cargo em julho deste ano. Adriano Poffo (MDB), de Ibirama, e Patrick Corrêa (Republicanos), de Imaruí, estão em liberdade e não renunciaram, mas foram impedidos pela Justiça de ocupar o cargo até uma definição dos casos na Justiça. Os outros 13 prefeitos renunciaram ou tiveram os mandatos declarados extintos pela Câmara de Vereadores.

