
Nesta quarta-feira (25) o Irã apresentou uma contraproposta de cinco pontos aos Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio. Anteriormente, autoridades americanas haviam enviado um plano com 15 pontos por meio do Paquistão.
Proposta iraniana vem a público
Segundo a emissora estatal Press TV, um funcionário iraniano detalhou as condições nesta quarta-feira (25). No entanto, ainda não está claro se ele tem autorização oficial para falar em nome do governo. Ainda assim, a divulgação pela própria Press TV indica que a mensagem pode ter sido direcionada aos EUA e a outros públicos internacionais.
Condições para o fim da guerra
De acordo com o veículo, o Irã exige, em primeiro lugar, a interrupção completa das “agressões e assassinatos”. Além disso, cobra a criação de mecanismos concretos que impeçam a retomada do conflito. O país também pede garantias de pagamento de indenizações e reparações de guerra.
Em seguida, Teerã condiciona o acordo ao fim dos confrontos em todas as frentes, incluindo grupos aliados na região, o que implicaria, por exemplo, a suspensão de ataques de Israel ao Líbano, onde atua o Hezbollah. Por fim, o governo iraniano exige o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz.
Irã rejeita pressão dos EUA
Além disso, segundo a Press TV, o representante iraniano afirmou que o país não aceitará que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determine o momento do fim da guerra. “O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas”, declarou.
Troca de mensagens, mas sem negociação formal
Enquanto isso, no início da semana, Trump afirmou que seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, participam de discussões que, segundo ele, teriam sido iniciadas pelo próprio Irã. No entanto, o presidente não revelou com quem os representantes americanos conversam.
Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou o envio de mensagens por parte dos EUA a Teerã, por meio de “países amigos”. Ainda assim, ele ressaltou que essas trocas não configuram negociações formais.

