
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu diagnóstico de duas hérnias inguinais após exame de ultrassom feito em Brasília, no domingo (14). Por isso, nesta segunda-feira (15), a defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para cirurgia de urgência e prisão domiciliar durante a recuperação, já que, segundo os advogados, o tratamento não pode esperar.
Diagnóstico confirmado por exames
O ultrassom identificou duas hérnias inguinais. Nesse tipo de condição, o tecido abdominal avança pela parede muscular da virilha. Com isso, surgem dor, desconforto e risco de complicações. Segundo a defesa, os médicos indicaram a cirurgia como único tratamento definitivo.
Além disso, os advogados afirmam que o procedimento exige internação e cuidados específicos no pós-operatório. Dessa forma, sustentam que a recuperação não seria adequada no ambiente prisional.
Pedido ao STF e perícia oficial
Com base nos laudos, a defesa protocolou novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes. Nesse sentido, o requerimento solicita autorização para a cirurgia e prisão domiciliar por razões humanitárias durante a recuperação.
Enquanto isso, o ministro determinou a realização de perícia médica oficial pela Polícia Federal. A avaliação, portanto, vai definir a urgência do procedimento e as reais condições clínicas do ex-presidente. A decisão final depende desse parecer.
Situação jurídica
Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde novembro. Ele cumpre pena por condenações relacionadas à tentativa de golpe após as eleições de 2022. O pedido da defesa reacende o debate sobre direito à saúde e execução da pena.
O que é hérnia inguinal
A hérnia inguinal é comum, sobretudo em homens. O problema costuma causar inchaço na virilha e dor ao esforço. Em muitos casos, a cirurgia evita agravamentos e complicações. O Supremo analisa o pedido e aguarda o resultado da perícia médica para decidir os próximos passos.
O Supremo analisa o pedido e aguarda o resultado da perícia médica para decidir os próximos passos.

