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Advogados de Bolsonaro negam intenção de asilo político na Argentina

A defesa também pede revisão da prisão domiciliar

Advogados de Bolsonaro negam intenção de asilo político na Argentina
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) negou nesta sexta-feira (22) que o ex-presidente tivesse planejado pedir asilo político à Argentina. Bolsonaro tinha até às 20h34 para apresentar resposta sobre descumprimento de medidas ao Supremo.

Segundo os advogados,  Bolsonaro não fugiu da Justiça e obedeceu a todas as decisões da Suprema Corte.  “A narrativa é irreal e inaceitável, começando pelo documento que a autoridade policial chama de ‘minuta de solicitação de asilo político’”, afirmam. Eles ainda dizem que Bolsonaro compareceu a todas as audiências, respondeu às denúncias e respeitou todas as ordens do STF, inclusive a proibição de viagens ao exterior.

A Polícia Federal informou, em relatório enviado ao STF, que identificou risco de fuga do ex-presidente. O documento chamado “Carta JAIR MESSIAS BOLSONARO.docx”, modificado pela última vez em fevereiro de 2024, continha um pedido de asilo político à Argentina.

O arquivo tinha 33 páginas e estava endereçado ao presidente argentino Javier Milei, com argumentos de perseguição política e “diversas medidas cautelares”. A PF apontou que o documento foi salvo dois dias após a Operação Tempus Veritatis, que cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão.

A Casa Rosada negou ter recebido qualquer pedido de asilo.

Indiciamento

A PF indiciou na última quarta-feira (2), Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A investigação aponta que ambos atuaram para obstruir o avanço da apuração sobre a tentativa de golpe de Estado, onde Bolsonaro é o principal réu.

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