
A política joinvilense vive um dia de fortes emoções e desdobramentos jurídicos. Durante entrevista à Rádio Massa 106.9 FM nesta segunda-feira (2), o vereador Neto Petters (Novo) antecipou que o protocolo de cassação contra Cleiton Profeta (PL) seria apresentado ainda pela manhã. Petters não poupou críticas e trouxe detalhes técnicos que fundamentam a denúncia por quebra de decoro parlamentar.
Antes do protocolo de cassação, Petter esteve em entrevista a Massa FM
Pouco antes de o Partido Novo oficializar o pedido na Câmara, Petters conversou com a equipe do Microfone Aberto, da Massa 106.9FM. Durante a conversa, o vereador e líder do governo na câmara de vereadores, falou da suposta manipulação de prints de WhatsApp sobre o Hospital São José. Enquanto Profeta defende que apenas “resumiu” a conversa, Petters sustenta que houve uma edição fraudulenta.
“Ele misturou conversas de duas pessoas diferentes para criar uma narrativa falsa e culpar um servidor”. Petters acredita que isso é manipulação deliberada. Além disso, reforçou que o caso que Profeta usou para berrar nas redes sociais não era de urgência, como havia falado anteriormente.
Embate físico e desrespeito a idoso
Ao comentar a confusão que resultou na suspensão da sessão na última semana, Petters relatou que tentou pedir decoro, mas foi recebido com agressividade. Além disso, o vereador reforçou a gravidade da conduta de Profeta contra o vereador Henrique Deckmann (MDB), um parlamentar idoso.
De acordo com Petters, Profeta intimidou Deckmann fisicamente, encurralando-o contra a parede. Um ato, portanto, que classificou como covarde e inaceitável para o ambiente parlamentar. “O vereador Henrique é um homem correto e foi muito errado o que o Profeta fez”, pontuou.
“Guerra Cultural” vs. Entrega Pública
Neto Petters aproveitou para rebater a estratégia de Profeta, que anteriormente afirmou priorizar a “guerra cultural” em vez de projetos. Para o vereador do Novo, essa postura é ineficaz e serve apenas para gerar engajamento digital, sem benefício real para a cidade.
Nesse sentido, Petters criticou o uso de emendas excessivas por parte de Profeta para travar o governo. “Ele só faz barulho. Berrar em mídia social não entrega obra. Ele traz 14 emendas em um projeto só para atrasar a aprovação”. O vereador afirma que essa atitude não é benéfica. Por outro lado, é pior quando o vereador Profeta “parte para cima dos colegas”.
“Desequilibrado e sem condições de atuar”
Um dos momentos mais contundentes da entrevista foi quando Petters questionou a saúde mental de Cleiton Profeta para o exercício do cargo. O parlamentar do Novo sugeriu que o colega está “desequilibrado” e que deveria apresentar um comprovante de tratamento psicológico ao RH da Câmara.
“Acredito que ele não tem condições de continuar como vereador enquanto não tratar a cabeça. Ele precisa repensar a forma de atuação”, afirmou.
O que acontece após o pedido de cassação?
Com o pedido de cassação oficialmente protocolado minutos após a entrevista de Petters, a Câmara de Joinville agora inicia o rito legal. O documento passará pela leitura em plenário e pela votação de admissibilidade. Se aprovado, uma comissão processante decidirá o futuro político de Profeta.
Por fim, Cleiton Profeta mantém sua posição de que é alvo de perseguição política por ser uma “voz corajosa” na oposição ao prefeito Adriano Silva.

