Região Joinville / Jaraguá do Sul

Vereador reforça denúncias e reage a críticas em entrevista a Massa FM

Parlamentar rebate acusações e chama colega de “covarde”

Vereador reforça denúncias e reage a críticas em entrevista a Massa FM
Foto: Entrevista Rádio Massa FM 106.9

A temperatura política em Joinville atingiu o ponto de ebulição nesta semana. O que começou como um embate técnico sobre o atendimento no Hospital Municipal São José evoluiu para uma troca de insultos pessoais, gritaria e a suspensão da sessão na Câmara de Vereadores (CVJ). Em entrevista recente à Rádio Massa 106.9 FM, o vereador Cleiton Profeta (PL) não recuou e disparou novas críticas contra o colega Neto Petters (Novo).

O estopim: Prints e “Fake News”

O episódio ocorreu durante sessão da Câmara de Vereadores de Joinville, na segunda-feira (23), quando Neto Petters questionou a autenticidade das mensagens divulgadas pelo colega. O debate rapidamente evoluiu para troca de acusações, gritos e xingamentos, o que levou o presidente da Casa a suspender temporariamente os trabalhos.

Segundo Profeta, os confrontos aconteceram ao longo de dois dias consecutivos. Ele afirmou que, inicialmente, adversários políticos apresentaram prints para contestá-lo e acreditaram ter encerrado a discussão. No entanto, no dia seguinte, disse ter levado novos documentos para sustentar a denúncia.

O vereador reafirmou denúncias sobre o Hospital São José e chamou parlamentares do Novo de “canalhas”. Por fim, declarou que a “guerra cultural” é sua prioridade na Câmara.

“Ele é um baita covarde”, dispara vereador

Durante a entrevista na Rádio Massa FM, Cleiton Profeta manteve sua postura e chamou os vereadores da base governista de “canalhas” por tentarem descredibilizar suas denúncias. Neste caso, ele citou os nomes dos vereadores: Mateus Batista (União Brasil), Érico Vinícius (Novo) e Neto Petters (Novo).

“Ele [Neto Petters] é um baita covarde. Eu discuto ideias, não tenho problema pessoal com ninguém, mas não entrei lá para fazer amigos. Nenhum deles é meu amigo”, afirmou o parlamentar.

Profeta defendeu a veracidade de seus documentos, alegando que apenas resumiu os prints por questão de espaço. Por isso, afirmou que disponibiliza memorandos e conversas de WhatsApp para comprovar a denúncia. Além disso, o vereador aproveitou para pedir que a população de Joinville “reveja” o voto nos parlamentares.

Guerra cultural acima de projetos

Durante a entrevista, o vereador ainda expôs sua visão sobre o papel político que pretende exercer no mandato. Segundo ele, a chamada “guerra cultural” possui prioridade maior do que a apresentação de projetos legislativos tradicionais.

“Todo mundo falou dessa situação do hospital porque eu berrei. Se eu falasse de boa, ninguém me ouviria”, disse.

Profeta afirmou acreditar que expor situações consideradas injustas, como eventuais aumentos salariais no alto escalão enquanto serviços públicos enfrentam dificuldades, representa uma atuação mais relevante do que propor projetos menores.

Ele também declarou que vê valor em atuar como uma voz isolada dentro do Legislativo. Para o vereador, essa postura permite levar ao cidadão joinvilense debates que, segundo ele, não chegariam à população de outra forma. “Ser uma voz solitária e corajosa leva ao joinvilense uma voz que não chegaria se não fosse eu”, concluiu.

Críticas à direita e defesa do PL

Ao comentar o cenário político nacional, Profeta afirmou que parte da direita brasileira não sabe exatamente o que defende, ao contrário da esquerda, que classificou como mais homogênea ideologicamente.

O parlamentar também elogiou nomes ligados ao Partido Liberal, citando como exemplos a deputada estadual Ana Campagnolo e o deputado federal Nikolas Ferreira.

Além disso, saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que, apesar da redução de impostos durante o governo, faltou enfrentamento no campo ideológico.

Polarização e posicionamento político

Por fim, o vereador avaliou que a esquerda ocupa hoje uma parcela menor das bancadas legislativas, mas afirmou que setores da direita ampliaram alianças apenas para conquistar votos.

Segundo ele, manter posicionamentos firmes pode gerar isolamento político, mas considera que essa postura representa coragem e compromisso com o eleitorado.

Sobre o autor

Morghana Santhiago

Jornalista do Guararema News na região norte de Santa Catarina, cobre principalmente notícias factuais de Joinvile, a maior cidade do estado. Além disso, retrata a política regional e os principais fatos que de alguma forma impactam na vida da comunidade.

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