
Cerca de 22 milhões de brasileiros que já emitiram a Carteira de Identidade Nacional (CIN) ainda não usaram o documento para elevar o nível de segurança da conta gov.br. O dado, referente a setembro de 2026, foi divulgado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Segundo a pasta, essas pessoas já podem fazer a mudança para o nível ouro.
Desde o lançamento da CIN, em 2022, o governo federal já contabilizou 64 milhões de documentos emitidos. Entretanto, cerca de um terço dos titulares ainda não utilizou a identidade para melhorar o nível da conta digital.
CIN permite elevar conta para nível ouro
A vinculação da Carteira de Identidade Nacional permite que o usuário aumente o nível da conta gov.br para ouro. Com isso, o cidadão amplia o acesso aos serviços digitais oferecidos pelo governo federal.
Atualmente, a plataforma reúne mais de 5 mil serviços digitais federais. Além disso, o gov.br também disponibiliza milhares de serviços oferecidos por estados.
De acordo com o ministério, cerca de 6 milhões de pessoas possuem conta no nível prata. Outros 16 milhões continuam no nível bronze, que representa o estágio mais básico de acesso.
Assim, todos esses usuários que já têm a CIN podem utilizar o documento para elevar a conta.
Veja como usar o novo RG no gov.br
Para aumentar o nível de segurança com a Carteira de Identidade Nacional, o cidadão precisa acessar o aplicativo gov.br pelo celular.
Depois, deve selecionar a opção “Aumentar nível” e utilizar o aplicativo para ler o QR Code impresso na CIN. Em seguida, o sistema solicita o reconhecimento facial.
Nesse momento, o governo recomenda que o usuário procure um local bem iluminado e mantenha o celular na altura dos olhos para realizar o procedimento.
Além disso, após receber a versão impressa da CIN, o cidadão também pode acessar a identidade digital pelo próprio aplicativo gov.br.
Novo RG também reúne outros documentos
A CIN também permite inserir informações de outros documentos na versão digital. Entre eles estão a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), o Título de Eleitor e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Também podem ser incluídas a identidade funcional ou carteira profissional e o certificado militar.
Além disso, o cidadão pode acrescentar informações como tipo sanguíneo, fator RH e indicação de doação de órgãos.
Conta gov.br tem outras formas de proteção
A Carteira de Identidade Nacional, porém, não é a única ferramenta disponível para aumentar a segurança da conta gov.br.
O usuário também pode ativar a verificação em duas etapas na área “Segurança da Conta”. Com o recurso habilitado, o aplicativo exige um código adicional sempre que a pessoa acessa a conta.
Além disso, o sistema permite cadastrar um e-mail para recuperação do acesso em situações como perda ou troca do celular.
O usuário também pode marcar determinados aparelhos ou navegadores como confiáveis. Dessa forma, o sistema deixa de solicitar o código nesses dispositivos, conforme a configuração escolhida.
Antigo RG continua válido
Apesar do avanço da nova identidade, o modelo antigo do RG continuará sendo aceito até 2032.
A nova CIN unifica o CPF como número de identificação e, segundo o governo, busca padronizar o documento em todo o país.
Para quem ainda não possui a nova identidade, o cidadão deve consultar as orientações do estado ou do Distrito Federal e verificar o procedimento para atendimento ou agendamento. Na emissão, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou de casamento.
A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita.
A validade do documento também varia conforme a idade. Para crianças de até 12 anos incompletos, a CIN vale por cinco anos. Já para pessoas de 12 a 60 anos incompletos, o prazo é de dez anos. Para quem tem 60 anos ou mais, a validade é indeterminada.
Assim, enquanto 64 milhões de brasileiros já receberam a nova identidade, milhões de titulares ainda podem utilizar o documento para reforçar a segurança da conta gov.br e ampliar o acesso a serviços digitais.

