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Jovem ganha R$ 6 mil após ‘I Kissed a Girl’ não tocar em formatura

Jovem escolheu canção de Katy Perry para a entrada, mas precisou entrar com outra música após três tentativas frustradas

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Jovem ganha R$ 6 mil após ‘I Kissed a Girl’ não tocar em formatura
Foto: Reprodução

Uma formanda de 19 anos, de São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina, ganhou R$ 6 mil em uma ação por danos morais depois que a empresa responsável pela formatura não tocou a música escolhida por ela para a entrada na cerimônia. A decisão saiu em 22 de setembro. O caso aconteceu em 19 de dezembro de 2025.

A jovem escolheu “I Kissed a Girl”, de Katy Perry, para marcar o momento. No entanto, a empresa chamou o nome dela três vezes e não conseguiu executar a canção. Por isso, após as tentativas, ela entrou com a música escolhida por outra formanda.

Música tinha significado para a estudante

Além de escolher a trilha para a entrada, a jovem também fazia parte da comissão de formatura. Por isso, ela ajudou a enviar as músicas dos colegas à empresa responsável pelo evento.

Segundo a estudante, a canção de Katy Perry tinha um significado pessoal. Para ela, a música representava sua identidade e fazia parte da forma como se apresentava às pessoas.

Além disso, antes da própria entrada, ela percebeu problemas com outras músicas. Na ocasião, relatou que algumas faixas tocaram de forma diferente do que os formandos haviam escolhido.

Por isso, a jovem alertou os funcionários e pediu atenção para evitar que o mesmo problema acontecesse com ela.

Formanda foi chamada três vezes

Quando chegou a vez dela, a organização anunciou seu nome, mas não colocou a música para tocar.

Na primeira tentativa, a estudante decidiu esperar. Segundo o relato dela, uma funcionária pediu que aguardasse enquanto tentava solucionar o problema. Depois, a equipe orientou a jovem a se preparar novamente para entrar.

Entretanto, na segunda chamada, a música também não tocou. Mesmo assim, a formanda manteve a decisão de esperar pela canção que havia escolhido.

Logo depois, a organização fez uma terceira tentativa. Novamente, o áudio não tocou. Enquanto isso, os outros formandos continuaram entrando na cerimônia.

Após a terceira falha, uma funcionária teria informado à estudante que ela precisava entrar naquele momento ou perderia a oportunidade.

Assim, a jovem entrou com a música da colega que havia entrado antes dela. Além disso, segundo o relato, a organização não anunciou novamente o nome da formanda.

Justiça analisou responsabilidade da empresa

No processo, a empresa afirmou que a execução das músicas individuais não fazia parte do contrato. Segundo a defesa, o serviço funcionava como uma cortesia.

A organizadora também alegou que o problema poderia ter ocorrido por causa do arquivo enviado pela própria estudante. Entre as possibilidades citadas, estavam falhas no corte, no download ou na qualidade da faixa.

No entanto, o juiz não acolheu os argumentos. Segundo a decisão, a empresa criou um sistema para receber as músicas e, ao fazer isso, assumiu a responsabilidade pela execução das faixas.

Além disso, o magistrado entendeu que, mesmo sem cobrança específica pelo serviço, a atividade fazia parte da relação de consumo e deveria seguir critérios de qualidade.

A empresa também não apresentou provas de que o arquivo enviado pela estudante tinha problemas. Por isso, o juiz classificou essa possibilidade como uma suposição.

Ainda conforme a decisão, a organizadora deveria testar os arquivos antes da cerimônia para evitar falhas durante o evento.

Caso ultrapassou falha contratual, diz juiz

Ao analisar o episódio, o magistrado considerou que o caso foi além de um simples descumprimento de contrato.

Para ele, a situação envolveu a exposição da estudante diante do público, as três chamadas, a interrupção da entrada e a necessidade de entrar com outra música.

Com isso, a Justiça fixou a indenização em R$ 6 mil por danos morais.

‘Nada vai fazer eu me formar de novo’

Depois do episódio, a estudante decidiu processar a empresa. Segundo ela, a reação da família também pesou na decisão de buscar a Justiça.

A jovem contou que os familiares ficaram revoltados com o que aconteceu, principalmente porque esperavam acompanhar a entrada dela com a música escolhida.

Apesar da vitória no processo, a formanda afirmou que o dinheiro não recupera o momento vivido na cerimônia.

Ela disse que ficou satisfeita com o resultado da ação, mas continuou triste pelo episódio e pela reação dos pais.

A empresa responsável pela organização do evento não se manisfestou.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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