Região Brusque / Itajaí

Luciano Hang quer conter avanço de moradores de rua em Brusque

Tema foi discutido em reunião com a Associação Empresarial da cidade

Autor
Luciano Hang quer conter avanço de moradores de rua em Brusque
Foto: Divulgação - Arquivo / Albergue Municipal

A crescente presença de pessoas em situação de rua em Brusque motivou um encontro realizado na noite de quarta-feira (21), na sede da Associação Empresarial de Brusque (ACIBr). A reunião reuniu representantes do poder público, da sociedade civil e empresários locais, com destaque para a participação do empresário Luciano Hang, proprietário da Havan.

O objetivo do encontro foi discutir estratégias para conter o aumento do número de moradores de rua na cidade e buscar soluções que garantam mais segurança e qualidade de vida para a população.

Ficou definido que o poder público municipal irá elaborar um projeto de lei para proibir o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos. Outra medida é impedir a comercialização de produtos nos semáforos de Brusque. A proposta deve ser encaminhada à Câmara de Vereadores de Brusque para votação nos próximos dias.

De acordo com os participantes, a medida pretende reduzir a vulnerabilidade social e os conflitos urbanos, além de coibir práticas que, segundo eles, acabam atraindo pessoas em situação de rua para o município.

Luciano Hang alerta sobre o crescimento do problema

Em sua fala, Luciano Hang destacou a importância da união entre o poder público e a sociedade civil organizada para enfrentar a situação. Segundo ele, o número de moradores de rua aumentou significativamente em Brusque nos últimos anos.

“Foi uma reunião muito proveitosa. Toda a sociedade civil, o poder público e a população querem uma solução. No último ano, esse número cresceu 25%. Em dez anos, multiplicou por 14. Hoje, temos 130 moradores de rua na cidade, e precisamos tomar decisões urgentes”, afirmou o empresário.

Foto: Divulgação / ACIBr

Hang também fez um apelo à população para que evite a prática de dar esmolas, o que segundo ele, contribui para o agravamento do problema.

“Brusque é uma cidade rica, acolhedora e solidária. Mas o ato de dar esmola e oferecer comida faz com que mais pessoas venham para cá. Precisamos agir de forma organizada e responsável”, alertou.

Exemplos de cidades vizinhas e propostas de acolhimento

O empresário citou exemplos de cidades próximas, como Blumenau, Itajaí, Balneário Camboriú e Florianópolis, que adotaram políticas mais rígidas para lidar com a questão. Segundo ele, a falta de ações efetivas em Brusque pode provocar o aumento ainda maior da população de rua no município.

Apesar de defender ações firmes, Hang reforçou que as soluções devem ser humanizadas.

“Ninguém quer maltratar essas pessoas. O ideal é que o poder público, junto com a sociedade civil, ofereça acolhimento e oportunidades de reintegração. Mas a esmola, infelizmente, só aumenta o problema. E quem sofre é a cidade”, completou.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

Ver todas as matérias de Murilo José