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Homem de 28 anos morre por hantavirose em Itajaí; saiba o que é a doença

Vigilância Epidemiológica investiga onde ocorreu a exposição ao vírus

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Homem de 28 anos morre por hantavirose em Itajaí; saiba o que é a doença
Foto: Divulgação - Arquivo - Ilustração / Ministério da Saúde

A morte de um homem de 28 anos em Itajaí teve a causa confirmada como hantavirose. O paciente morreu no dia 15 de setembro, na UPA do Centro Integrado de Saúde (CIS), no bairro São Vicente. Inicialmente, a equipe médica trabalhava com a suspeita de leptospirose.

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o diagnóstico após exame laboratorial realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen). Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Itajaí (DVE) e a Gerência de Controle de Zoonoses, o homem não tinha comorbidades.

Na época da morte, o caso ganhou repercussão após a mãe do paciente receber a notícia no entorno da unidade de saúde. Segundo informações divulgadas sobre a ocorrência, ela ficou em estado de desespero e tentou se jogar na frente de veículos na avenida Adolfo Konder.

Agora, com a confirmação da hantavirose, a Vigilância Epidemiológica iniciou uma investigação para identificar onde e como ocorreu a exposição ao vírus.

Último caso havia sido registrado em 2007

A confirmação chama atenção porque Itajaí não registrava um caso de hantavirose desde 2007, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net).

Por isso, as equipes de saúde realizam uma investigação epidemiológica e ambiental. O trabalho busca identificar o possível local de exposição, verificar a presença de situações de risco e definir medidas de prevenção e controle.

A hantavirose ocorre durante todo o ano em Santa Catarina. Os registros aparecem com maior frequência nas regiões do Alto Uruguai Catarinense, Oeste, Meio-Oeste, Alto Vale e Médio Vale do Itajaí.

Foto: Arquivo / Prefeitura de Itajaí

O que é a hantavirose?

A hantavirose é uma doença viral grave transmitida por roedores silvestres. No Brasil, a infecção pode provocar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro que pode evoluir rapidamente.

Os roedores infectados eliminam o vírus principalmente pela urina, pelas fezes e pela saliva. A pessoa pode contrair a doença ao inalar partículas contaminadas presentes no ambiente, sobretudo em locais fechados, pouco ventilados ou com sinais de infestação.

Assim, galpões, depósitos, casas fechadas, áreas rurais e locais onde houve presença de roedores exigem atenção durante a limpeza e a manutenção.

A doença pode apresentar agravamento importante nas primeiras 72 horas. Em casos graves, o paciente pode desenvolver insuficiência respiratória e comprometimento cardiovascular, com risco de morte.

Quais são os sintomas?

Os primeiros sintomas podem parecer com os de outras infecções. Por isso, o histórico de exposição a roedores ajuda os profissionais de saúde na investigação.

Entre os principais sinais estão:

  • febre, geralmente acima de 38 °C;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • suor e calafrios;
  • tontura;
  • fraqueza;
  • náuseas e vômitos;
  • diarreia;
  • tosse;
  • dor no peito;
  • dificuldade para respirar.

A suspeita aumenta quando esses sintomas aparecem após contato com roedores, fezes, urina ou ambientes potencialmente contaminados, especialmente nos 60 dias anteriores ao início dos sintomas.

Como prevenir a hantavirose?

A população deve evitar o contato direto com fezes, urina e saliva de roedores. Além disso, alguns cuidados reduzem o risco de exposição.

É importante manter alimentos protegidos, conservar os ambientes limpos e evitar o acúmulo de entulhos, materiais e objetos que possam servir de abrigo para roedores.

Também é necessário ter cuidado ao limpar galpões, depósitos e outros locais que permaneceram fechados. A ventilação adequada do ambiente antes da limpeza ajuda a reduzir o risco de contato com partículas contaminadas.

Quem apresentar febre ou sintomas respiratórios depois de uma possível exposição deve procurar atendimento médico e informar ao profissional de saúde sobre o contato com roedores ou ambientes de risco.

Vigilância acompanha o caso

A hantavirose integra a lista de doenças de notificação compulsória imediata. Dessa forma, os serviços de saúde precisam comunicar casos suspeitos à Vigilância Epidemiológica em até 24 horas, sem esperar a confirmação laboratorial.

Após o diagnóstico confirmado em Itajaí, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou a orientação para que os profissionais mantenham atenção aos sintomas e aos históricos de exposição.

A Vigilância também continua a investigação para identificar a possível fonte de contaminação e avaliar outros fatores de risco relacionados ao caso.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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