
Emendas parlamentares no valor de R$ 860 mil foram destinadas para financiar a produção de um documentário realizado por ex-membros da Secretaria Especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro (PL). As emendas foram destinadas pelos deputados Eduardo Bolsonaro (PL), Mário Frias (PL) e Marcos Pollon (PL).
As informações constam no Portal da Transparência. Os três parlamentares direcionaram R$ 500 mil, R$ 180 mil e R$ 100 mil, respectivamente, para o documentário “Genocidas”. A verba foi repassada pelo Ministério da Cultura.
De acordo com o Portal, os pagamentos foram feitos nos dias 7 e 11 de fevereiro. Os repasses foram feitos para a Associação Passos da Liberdade, apesar de seu CNPJ ter sido registrado em 2008.
Sem fornecer detalhes, a associação diz que promove “conexões globais” e mantém “parcerias” com órgãos internacionais. O domínio do site foi registrado em dezembro de 2024, pouco antes da liberação dos recursos.
A Passos da Liberdade, localizada em Porto Alegre (RS), é comandada por Rodrigo Cassol Lima, ex-número 2 da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Cultural no governo Bolsonaro e um dos mais críticos da Lei Rouanet.
Durante o governo Bolsonaro, o Ministério da Cultura foi extinto e substituído por uma secretaria vinculada ao Ministério do Turismo. Mário Frias, ex-ministro, defendeu o uso dos recursos da Lei Rouanet para financiar movimentos armamentistas e afirmou que a lei havia se transformado em uma “moeda de troca” por apoio político.
Mário Frias afirmou que não se pronunciará sobre o financiamento do filme. A assessoria de Eduardo Bolsonaro foi procurada pela imprensa, mas não houve retorno também. Já a assessoria de Marcos Pollon disse não ter conseguido localizar o deputado. O espaço da matéria da Fórum também segue aberto para posicionamento.

