
O influenciador Felca se pronunciou nas redes sociais nesta quinta-feira (19) após receber acusações de ter influenciado a criação da Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital. A norma entrou em vigor na última segunda-feira e estabelece regras para proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.
Influenciador nega participação na criação da lei
Inicialmente, o criador de conteúdo rebateu as críticas e esclareceu que não participou da elaboração da lei. Segundo ele, os políticos foram responsáveis pelo texto. “Eu não criei essa lei. O que eu fiz foi produzir um vídeo, ler a legislação e explicar como cidadão”, afirmou.
Verificação de idade e regras nas plataformas
Além disso, o influenciador desmentiu informações que circulam nas redes. Ele explicou que a nova legislação não obriga o uso de reconhecimento facial. Em vez disso, determina que plataformas adotem mecanismos confiáveis de verificação de idade, substituindo práticas como a autodeclaração.
Em seguida, Felca destacou que menores de idade não estão proibidos de acessar jogos online, como o League of Legends. No entanto, a lei restringe o uso de recursos que exigem pagamento ou cartão de crédito por esse público.
Controle de interação com desconhecidos
Outro ponto enfatizado envolve o contato com estranhos. De acordo com ele, a legislação exige que jogos e plataformas controlem esse tipo de interação por padrão. Ele citou casos que ocorriam em ambientes como o Roblox, onde adultos podiam conversar livremente com crianças, o que representava riscos.
Aplicação da lei gera preocupação
Apesar de reconhecer aspectos positivos, Felca demonstrou cautela quanto à aplicação das regras. Ele afirmou que a execução ficará sob responsabilidade das autoridades e questionou como isso será conduzido na prática.
O que é o ECA Digital
Por fim, o influenciador reforçou que a iniciativa surgiu de uma demanda social por mais segurança no ambiente digital. A legislação atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para o contexto online, amplia direitos e estabelece responsabilidades compartilhadas entre Estado, famílias e plataformas digitais.

