
Ter jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026 não representa apenas prestígio esportivo. Na prática, os clubes brasileiros também vão reforçar seus caixas com repasses milionários da Fifa. A entidade remunera as equipes por cada atleta cedido às seleções durante o período oficial da competição. Com isso, quanto mais jogadores convocados e quanto mais longe suas seleções avançarem, maior será o retorno financeiro.
Entre os times da Série A, Flamengo, Palmeiras e Atlético aparecem como os principais beneficiados. Afinal, essas equipes concentram o maior número de atletas presentes no Mundial e, consequentemente, devem receber os maiores valores.
Flamengo dispara na liderança
O Flamengo aparece isolado na primeira posição. O clube carioca cedeu nove jogadores às seleções e, por isso, deve receber cerca de R$ 497,5 mil por dia durante o período da Copa.
Logo na sequência surge o Palmeiras. O time paulista conta com sete convocados e pode arrecadar aproximadamente R$ 387 mil diários.
Já o Atlético ocupa a terceira colocação. O clube mineiro terá quatro representantes no torneio e deve embolsar cerca de R$ 221 mil por dia.
Enquanto isso, Internacional e Grêmio também garantem receitas importantes. Cada um dos clubes possui dois jogadores convocados e deve receber aproximadamente R$ 110 mil por dia.
Veja quanto cada clube deve receber
A distribuição diária estimada da Fifa para os clubes brasileiros ficou da seguinte forma:
- Flamengo (9 convocados): R$ 497,5 mil
- Palmeiras (7 convocados): R$ 387 mil
- Atlético (4 convocados): R$ 221 mil
- Internacional (2 convocados): R$ 110 mil
- Grêmio (2 convocados): R$ 110 mil
- Athletico-PR (1 convocado): R$ 55 mil
- Botafogo (1 convocado): R$ 55 mil
- Corinthians (1 convocado): R$ 55 mil
- Fluminense (1 convocado): R$ 55 mil
- RB Bragantino (1 convocado): R$ 55 mil
- Santos (1 convocado): R$ 55 mil
- São Paulo (1 convocado): R$ 55 mil
- Vasco (1 convocado): R$ 55 mil
Fifa amplia repasses aos clubes
Além de premiar as seleções participantes, a Fifa decidiu ampliar significativamente os recursos destinados aos clubes. Nesta edição da Copa do Mundo, a entidade distribuirá mais de US$ 355 milhões por meio do Programa de Benefícios aos Clubes.
Na comparação com a Copa do Catar, disputada em 2022, o valor cresceu cerca de 70%. Dessa forma, a presença de jogadores no torneio se tornou ainda mais valiosa para as equipes.
Ao mesmo tempo, a regra favorece os clubes que possuem atletas em seleções competitivas. Isso porque o cálculo considera cada dia de permanência dos jogadores no Mundial. Assim, seleções que avançam às fases finais aumentam diretamente os ganhos de seus clubes de origem.
Dinheiro fora de campo também entra em jogo
Se dentro das quatro linhas a disputa é por títulos e glória, fora delas a Copa também movimenta cifras expressivas. Por isso, cada convocação anunciada gera comemoração dupla nos bastidores dos clubes.
Além da valorização dos atletas e da exposição internacional, os repasses da Fifa fortalecem o planejamento financeiro das equipes. Consequentemente, muitos clubes acompanham cada convocação com atenção redobrada.
No fim das contas, a Copa do Mundo movimenta o futebol em todos os sentidos. Ela reúne torcedores, impulsiona a visibilidade dos jogadores e, ao mesmo tempo, injeta milhões nos cofres dos clubes brasileiros.

