
A goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, neste domingo (31), no Maracanã, deu confiança ao Brasil antes da viagem para os Estados Unidos. No entanto, o técnico Carlo Ancelotti afirmou em coletiva que o amistoso trouxe “dúvidas positivas” e pode provocar mudanças tanto nos nomes quanto na formação tática da equipe.
Posicionamento do Carlo Ancelotti
“A atuação da segunda parte foi importante. Os jogadores que entraram mostraram qualidade e que podem competir. O jogo me dá mais dúvidas, e isso é muito bom”, declarou o treinador.
Apesar disso, Ancelotti pediu pés no chão. O italiano ressaltou que o rival cansou no segundo tempo, o que ofereceu mais espaços. Dessa forma, ele utilizará os próximos 13 dias de treinos para avaliar o grupo, que ainda aguarda as chegadas de Marquinhos, Gabriel Magalhães e Martinelli.
Planos para os jogadores
Ancelotti adiantou como pretende montar o sistema ofensivo e descartou prender os principais craques pelas pontas. Nesse sentido, o treinador detalhou o posicionamento dos atletas:
- Neymar: Vai jogar por dentro, como meia ou ponta-lança, ocupando a mesma faixa central que Vinícius Júnior e Raphinha utilizaram contra o Panamá.
- Raphinha: O técnico o classificou como o melhor do mundo em atacar a profundidade. Por isso, quer o jogador perto da linha de defesa adversária, mas com total liberdade criativa.
- Igor Thiago: O atacante foi elogiado pela força física e pelo pivô, perfil que Ancelotti considera fundamental para suportar a pressão dos rivais.
Sistema tático do Brasil
No que diz respeito à marcação, o comandante cravou que o Brasil se defenderá em um esquema 4-4-2. Ele elogiou Lucas Paquetá pela versatilidade em fechar o lado esquerdo e manter a posse de bola em alto nível. Todavia, o treinador evitou cravar o time da estreia e garantiu que manterá o mistério para a imprensa.
Por fim, Ancelotti destacou a mescla entre veteranos e jovens como Rayan e Endrick. O técnico se mostrou otimista com o ciclo e lembrou que tem quatro anos de contrato pela frente.

