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Um ano sem o ‘Rei da TV’: relembre trajetória que construiu legado de Silvio Santos

Comunicador faleceu aos 93 anos em 17 de agosto de 2024

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Um ano sem o ‘Rei da TV’: relembre trajetória que construiu legado de Silvio Santos
Foto: Reprodução / Internet

Um ano se passou desde que o Brasil perdeu um de seus maiores ícones da televisão. Em 17 de agosto de 2024, o apresentador e empresário Silvio Santos faleceu aos 93 anos, deixando um legado que vai muito além dos palcos e dos auditórios. Sua morte, causada por uma broncopneumonia decorrente de uma infecção por H1N1, marcou o fim de uma era na televisão brasileira.

Trajetória de um dos maiores nomes da televisão brasileira

Batizado como Senor Abravanel, o empresário nasceu em 12 de dezembro de 1930, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Ele era o primeiro filho dos imigrantes de origem judia Alberto e Rebeca, sendo o mais velho de cinco irmãos.

Senor estudou contabilidade e no tempo livre, trabalhava como camelô nas ruas do seu estado natal. Ele comercializava canetas e capas de plástico para títulos de eleitor nas eleições de 1946.

Transpassando gerações, a voz de Silvio Santos começou a ser ouvida quando ele ainda tinha 18 anos. Nas folgas do Serviço Militar Obrigatório ao Exército Brasileiro, aos domingos, ele prestava serviços de locução em uma rádio do seu estado natal.

Anos depois, em 1954, teve seu primeiro contrato fixo assinado como locutor, na Rádio Nacional de São Paulo. Posteriormente, ele foi convidado pelo empresário Manuel de Nóbrega para ser animador de seu programa na Rádio Nacional.

Em 1958, Silvio Santos assumiu a empresa Baú da Felicidade, anteriormente comandada por Nóbrega. No ano seguinte, começou a realizar shows em circos a fim de vender os carnês da empresa.

Ainda em 1959, em 7 de fevereiro, ele estreou seu primeiro programa de televisão, o chamado “Hit Parade”, na TV Paulista. Já em 1962, passou a ser apresentador do “Vamos brincar de forca”, no mesmo canal, que no ano seguinte foi comprado pela Rede Globo.

Em 1963, ele assumiu o programa que levava seu próprio nome, já na TV Globo. Dois anos depois, passou a apresentar trabalhos também na TV Tupi. Os programas tiveram diversos nomes, como “Festa dos Sinos”, “Sua Majestade: o Ibope”, “Cidade contra Cidade” e “Silvio Santos Diferente”.

No ano de 1975, o apresentador ganhou a concorrência e conseguiu comprar o Canal 11, do Rio de Janeiro, e em 1976, inaugurou a TVS e saiu da TV Globo. Seu programa passou a ser exibido nas TVs Tupi e TVS do Rio.

Após ganhar ainda outras concessões, em 1981, entrou no ar o SBT, uma das várias companhias de seu grupo. Na emissora, o Programa Silvio Santos se tornou a atração principal, com diversos quadros que marcaram os espetadores. Agora comandado por uma das filhas do comunicador, Patrícia Abravanel, o programa vai ao ar até o dias de hoje na programação de domingo.

Assim, pouco a pouco, com simpatia, sabedoria e dedicação, Silvio Santos construiu um grande legado e uma intensa conexão com o público, o que culminou em um grande vazio após sua perda.

Quando Silvio Santos faleceu, o SBT não interrompeu a programação pois não produziu um obituário antecipado, a pedido do próprio comunicador. Segundo ele, isso poderia “atrair azar”.

SBT sem Silvio Santos

A ausência de Silvio no palco de seu lendário programa de domingo já era sentida há alguns anos, com sua filha Patricia Abravanel assumindo a condução. Desde a morte do pai, Patricia tem o desafio de manter a essência do “Programa Silvio Santos” enquanto injeta sua própria identidade. A transição, embora inevitável, levanta perguntas sobre o futuro da emissora e a permanência do carisma que Silvio imprimia em cada quadro.

O SBT, agora sob a liderança de suas filhas, com Daniela Beyruti na vice-presidência, enfrenta a missão de se reinventar sem perder a identidade construída pelo seu fundador. A emissora, conhecida por sua programação popular e descontraída, busca se adaptar a um mercado cada vez mais competitivo, mantendo vivo o espírito inovador e, por vezes, imprevisível, de Silvio Santos.