
Um dos ícones do cinema italiano, símbolo sexual dos anos 1960, morreu nesta segunda-feira em Roma, na Itália, a atriz Gina Lollobrigida, aos 95 anos. Conforme o jornal Corriere Della Sera, ela estava internada há duas semanas.
Lola se tornou atriz após se destacar no concurso de beleza Miss Itália de 1947, quando ficou em terceiro lugar. Gina ingressou na Calçada da Fama em Hollywood em 2018. Entre seus maiores sucessos no cinema estão filmes como “O Corcunda de Notre Dame” (1956), “Quando setembro vier” (1961), “Mar louco” (1963), “Noites de amor, dias de confusão” (1968).
Nas telonas, trabalhou com ícones como Humphrey Bogart, Rock Hudson, Burt Lancaster, Tony Curtis e Frank Sinatra. Quando parou de atuar, se tornou fotógrafa e escultora, e também tentou entrar para a política, se candidatando em 1999 ao Parlamento italiano. Em 2022, já com 95 anos, se candidatou a uma vaga ao Senado, mas não se elegeu.

O jornalista Luis Carlos Merten, apontado como o principal crítico de cinema brasileiro vivo, entrevistou Gina há ,uns 30 anos, em Santos (SP). “Quem viu a jovem Gina, aos 25 anos, como a bersagliera de Pão, Amor e Fantasia, por certo ficou extasiado diante de toda aquela beleza. Em Cannes, no ano passado, havia assistido, no Cinéma à la Plage, a Fan Fan la Tulipe, de Christian Jacque, com Gérard Philippe, que ela havia feito pouco antes. Gina chegou a Roma logo depois da guerra, disposta a fazer carreira. Fez fotonovelas, os fumetti, pontas em filmes. Virou estrela na França, com o Christian Jacque. De volta à Itália, houve o estouro de Pão, Amor, que virou série. No começo dos anos 1950, o neo-realismo já estava mudando na Itália. Surgiu a tendência cômica, o chamado neo-realismo cor de rosa. Vittorio De Sica como o mareschiallo, Gina como a bersagliera, Roberto Risso como o carabinieri que a ama, mas não tem coragem de se declarar”, publicou ele nesta segunda-feira (16).


