
A jornalista Veruska Donato, ex-repórter da Rede Globo ingressou com ação trabalhista contra a emissora alegando ter sofrido assédio moral para atingir o padrão de beleza imposto pela empresa. A informação foi publicada por vários portais de ampla visualização na internet, entre eles o Uol. No processo ela conta que havia uma pressão da emissora para que as profissionais do sexo feminino não engordassem, usassem roupas adequadas para os seus programas e que cuidassem bem das unhas.
Segundo a matéria veiculada e reproduzida, a profissional teria alegado na justiça que o assédio acabou desencadeando o desenvolvimento da síndrome de burnout. O problema relatado pela repórter, também é conhecido como síndrome do esgotamento profissional, um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, causado pelo trabalho desgastante.
Na ação, Veruska pede indenização de R$ 13 milhões. A repórter quer o reconhecimento de vínculo empregatício, e os direitos trabalhistas, referentes aos 17 anos que atuou como Pessoa Jurídica, entre 2001 e 2019. Segundo ela a emissora só teria assinado sua carteira nos dois últimos anos de atuação.
Na ação, a defesa da reclamante destaca: “No caso da reclamante, que se aproximava dos 50 anos de idade (após 20 anos de trabalho), a situação se agravou nos últimos anos da contratualidade, por conta do etarismo praticado pelos prepostos da ré, havendo críticas de chefe e do setor de figurino do jornalismo quanto a qualquer flacidez, ruga ou gordura considerada fora do lugar”.
A jornalista deixou a empresa no final de 2021, após 20 anos como contratada do Grupo Globo. Segundo o processo que corre na 37ª Vara do Trabalho de São Paulo, Veruska não pediu demissão, como a emissora divulgou na época. Ela diz que foi demitida, cinco dias após retornar de um afastamento por motivo de saúde.

