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Trump anuncia taxa em Ormuz e retoma bloqueio ao Irã

Presidente dos Estados Unidos fixa cobrança de 20% sobre cargas e amplia a pressão contra portos iranianos

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Trump anuncia taxa em Ormuz e retoma bloqueio ao Irã
Foto: Divulgação / Redes Sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) uma taxa de 20% sobre as cargas que atravessarem o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, o republicano ordenou a retomada do bloqueio naval aos portos do Irã. Segundo Trump, a cobrança ajudará a financiar a operação militar americana na região e garantirá a segurança de uma das principais rotas de petróleo do mundo.

Trump divulgou a decisão por meio da rede social Truth Social. Na publicação, o presidente afirmou que os Estados Unidos assumirão o controle da segurança marítima no estreito. Além disso, declarou que Washington cobrará pelos custos da operação.

A medida entra em vigor imediatamente. Entretanto, o governo americano ainda não explicou como calculará os valores, fiscalizará as embarcações ou receberá os pagamentos.

Estados Unidos retomam bloqueio naval

Além de criar a taxa, Trump determinou que as forças americanas retomem o bloqueio aos portos iranianos.

Segundo o presidente, os militares impedirão a passagem de embarcações do Irã e de navios ligados ao comércio iraniano. Por outro lado, navios de outros países poderão utilizar o Estreito de Ormuz, desde que paguem a cobrança estabelecida pelos Estados Unidos.

Com a decisão, Washington tenta enfraquecer a economia iraniana sem fechar completamente a rota para o comércio internacional.

No entanto, a Casa Branca ainda não apresentou os critérios da operação. O governo também não explicou como identificará embarcações ligadas ao Irã ou como abordará os navios suspeitos.

Trump promete manter rota aberta

Trump também afirmou que os Estados Unidos manterão o Estreito de Ormuz aberto, mesmo sem a autorização do governo iraniano.

A declaração ocorreu depois que Teerã voltou a suspender a circulação de embarcações na região. O governo do Irã informou que somente liberará novas autorizações quando considerar que o estreito oferece condições de estabilidade e segurança.

Dessa forma, Estados Unidos e Irã passaram a disputar o controle de uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

De um lado, Washington defende a livre circulação de navios. Do outro, Teerã sustenta que pode controlar o tráfego marítimo próximo ao território iraniano. Portanto, a crise reúne interesses militares, econômicos, energéticos e diplomáticos.

Ataques aumentam tensão na região

A nova medida ocorre após Estados Unidos e Irã ampliarem os ataques com mísseis e drones durante o fim de semana e nesta segunda-feira (13).

Segundo autoridades iranianas, o país atingiu instalações militares americanas em nações do Golfo. Em seguida, os Estados Unidos intensificaram os ataques contra alvos do Irã.

Além disso, a Guarda Revolucionária iraniana exigiu a retirada das forças americanas da região. O grupo afirmou que somente essa medida permitirá a normalização do tráfego marítimo.

A organização também alertou que novas ações militares poderão provocar uma crise ainda maior no mercado internacional de petróleo e gás.

Como resultado, o preço do petróleo voltou a subir. O mercado teme que novos ataques reduzam a circulação de navios pelo Golfo Pérsico. Consequentemente, uma interrupção poderá elevar o preço dos combustíveis e pressionar a inflação em vários países.

Escalada ameaça acordo entre os países

A nova escalada também coloca em risco o acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã no mês passado.

O entendimento previa a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, a suspensão das hostilidades e a realização de negociações durante 60 dias. Contudo, os ataques recentes enfraqueceram o acordo e aumentaram a desconfiança entre os dois governos.

Em junho, Trump afirmou que não cobraria pela passagem de navios durante o período de trégua. Na ocasião, porém, o presidente já havia admitido que poderia criar uma tarifa caso as negociações fracassassem.

Agora, ao fixar a cobrança de 20%, Trump amplia a pressão sobre Teerã e altera as condições para a navegação internacional.

Ormuz concentra comércio mundial de petróleo

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Antes do conflito, aproximadamente um quinto do petróleo comercializado no mundo passava pela região.

Por isso, qualquer interrupção na rota provoca efeitos imediatos. O fechamento do estreito pode aumentar o preço dos combustíveis, encarecer o transporte marítimo e pressionar a inflação global.

Além disso, a decisão de Trump ultrapassa a disputa entre Estados Unidos e Irã. A taxa e o bloqueio naval podem elevar os custos logísticos, gerar reações diplomáticas e aprofundar a instabilidade no Oriente Médio.

Agora, governos, empresas de navegação e produtores de petróleo aguardam detalhes sobre a aplicação da cobrança. Ao mesmo tempo, o mundo acompanha a reação do Irã, que rejeita o controle americano sobre o Estreito de Ormuz.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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