
O Banco Central elevou juros mesmo com o recuo da inflação. Com este aumento, a Taxa Selic atingiu o seu maior nível desde 2006, quando estava em 15,25%, passando agora para 15% ao ano. Em comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom) informou que deverá manter os juros em 15% ao ano nas próximas reuniões. Além disso, os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia continuam sendo observados.
No entanto, o Banco Central não descartou mais altas, caso a inflação suba. “Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou o texto.
Selic
De setembro do ano passado a maio deste ano, a Selic passou por seis elevações. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto, três de um ponto percentual e uma de 0,5 ponto.
A taxa básica de juros é útil nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). Ela serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Assim, o aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação, pois juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. No entanto, por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.
Com informações da Agência Brasil

