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Projeto prevê suspensão de dívidas rurais por até 36 meses em caso de El Niño

Proposta aprovada em comissão da Câmara busca proteger produtores afetados por estiagem e chuvas extremas provocadas pelo fenômeno climático

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Projeto prevê suspensão de dívidas rurais por até 36 meses em caso de El Niño
Foto: Divulgação

Com o aumento das chances de formação do El Niño em 2026, produtores rurais passaram a monitorar os possíveis impactos nas lavouras e na pecuária. Segundo previsões climáticas, a probabilidade de ocorrência do fenômeno ultrapassa 80% até o fim do próximo ano.

Diante desse cenário, um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe suspender, por até 36 meses, a cobrança de financiamentos e empréstimos agrícolas de produtores atingidos por estiagem ou chuvas extremas.

Além disso, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou a proposta em abril deste ano.

Quais dívidas poderão ser suspensas

Conforme o texto aprovado, a suspensão poderá atingir contratos ligados aos seguintes programas de crédito rural:

  • Moderinfra;
  • Inovagro;
  • Prodecoop;
  • Pronaf;
  • Pronamp;
  • BNDES Procap-Agro;
  • BNDES Agro;
  • BB Investe Agro;
  • financiamentos de custeio pecuário.

Depois do período de suspensão, os produtores deverão retomar os pagamentos em até três parcelas anuais, iniciadas 12 meses após o fim da medida.

Projeto ampliou alcance para todo o país

Inicialmente, o projeto beneficiava apenas produtores do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. No entanto, o relator da proposta, deputado Coronel Meira, ampliou o texto para atender produtores de qualquer estado afetado pelos impactos do El Niño.

Segundo o parlamentar, a mudança garante tratamento igualitário aos produtores rurais e fortalece as políticas públicas de resposta a desastres climáticos.

Além disso, Meira afirmou que a medida busca evitar prejuízos no abastecimento de alimentos e preservar a estabilidade econômica do setor agropecuário.

El Niño pode provocar extremos climáticos

O El Niño costuma provocar alterações climáticas em diferentes regiões do Brasil. No Sul, o fenômeno aumenta o risco de chuvas intensas, enchentes, alagamentos e deslizamentos. Já no Norte e Nordeste, a tendência é de estiagem, seca e queimadas.

De acordo com boletim divulgado pela NOAA em março, a chance de formação do El Niño entre junho e agosto deste ano é de 62%. A probabilidade sobe para mais de 80% a partir do segundo semestre e pode permanecer elevada até o fim de 2026.

Próximos passos

Agora, o projeto seguirá para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, a Câmara e o Senado ainda precisarão aprovar o texto antes da sanção presidencial.

Alice Soares

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Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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