Região Santa Catarina

Produção de arroz cai após safra recorde em Santa Catarina

Entre janeiro e março, as exportações somaram US$ 858,05 mil, crescimento de 35%

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Produção de arroz cai após safra recorde em Santa Catarina
Foto: divulgação

Em Santa Catarina, a safra de arroz 2025/26 deve registrar redução de área e produtividade, conforme estimativas do Boletim Agropecuário de abril divulgado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). A área cultivada deve recuar 1,28% em relação ao ciclo anterior, enquanto a produtividade é projetada em 8.791 quilos por hectare, uma queda de 1,73%.

De acordo com o boletim, “Eesa queda, porém, reflete principalmente o desempenho excepcional registrado no ciclo anterior, com a atual safra retornando a níveis mais próximos da normalidade”, além do menor uso de insumos diante do cenário de preços abaixo dos custos de produção. A combinação desses fatores deve resultar em uma produção total estimada em 1,260 milhão de toneladas.

O levantamento aponta que o plantio já foi concluído em toda a área estimada no estado, enquanto a colheita alcançava 92% até o final de março. As áreas restantes estão em fase de maturação e devem ser colhidas nas próximas semanas. De acordo com a Epagri/Cepa, “De maneira geral, 94% das lavouras encontram-se em condições boas, embora ocorram registros pontuais de altas temperaturas e de pragas associadas à umidade”.

No mercado externo, o cenário para o arroz catarinense apresenta maior dinamismo em 2026. Entre janeiro e março, as exportações somaram US$ 858,05 mil, crescimento de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os principais destinos estão Cuba, Senegal e Venezuela, além dos Estados Unidos, que aparecem como o quarto maior comprador no período.

O boletim destaca que o aumento das exportações está relacionado à maior disponibilidade de produto após a safra recorde anterior e à competitividade dos preços, favorecida pelo câmbio e pela logística. “As exportações são apontadas como uma saída para reduzir a pressão da oferta interna sobre os preços, porém até o momento, não tem resultado em volume suficiente, haja vista a atuação dos demais países do Mercosul de forma mais competitiva do que o Brasil”.

No sentido contrário, as importações recuaram no primeiro trimestre. O estado importou 5,23 milhões de toneladas entre janeiro e março, queda de 13,34% na comparação com 2025. O movimento reflete a elevada oferta interna e os preços mais baixos no mercado doméstico.

Entre os principais fornecedores estão Uruguai, Argentina e Itália. O Paraguai aparece como quarto principal origem no período, com expectativa de maior participação no segundo semestre, durante a entressafra nacional.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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