
Um novo estudo do Ministério de Minas e Energia (MME) aponta que, considerando o fator financeiro, não há necessidade de o governo federal retomar a adoção do horário de verão. Contudo, a decisão depende exclusivamente do presidente Luís Inácio Lula da Silva. De acordo com a equipe técnica da pasta, entre os fatores observados está a expansão da geração distribuída, ou seja, o número de consumidores que geram a própria energia. O crescimento da modalidade, segundo o estudo, colabora com a redução de demanda exigida pelo “sistema público” de energia.
Esse fator também deslocou o momento em que há maior consumo, novamente, para o período da noite. Outros efeitos também são considerados na avaliação de vantagens e desvantagens, como aumento de consumo em determinados horários do dia e as condições favoráveis de geração de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) que, para 2023, conta com recursos suficientes para garantir o atendimento da população sem “apuros”.
Criando em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas, e adotado em caráter permanente a partir de 2008, o horário de verão era implantado entre o primeiro fim de semana de outubro e fevereiro do ano seguinte. Em 2019 a adoção foi suspensa pelo então presidente Jair Bolsonaro. O entendimento do governo na época, também com base em análise do ministério, foi de que a adoção não gerava mais impacto na diminuição de consumo de energia no país.
Quando em vigor, no horário de verão, os relógios eram adiantados em uma hora (nas regiões estabelecidas), com objetivo de aproveitar o máximo da luz solar e reduzir o consumo simultâneo no final da tarde, horário de pico. Uma enquete via Twitter foi realizada em novembro de 2022, pela equipe de Lula, antes de ele assumir o governo.
A pergunta era se os usuários da plataforma desejavam a volta da mudança de horário. O resultado foi de 66,8%, das cerca de dois milhões de contas que interagiram com a pesquisa, votando a favor da volta do horário de verão. De acordo com o resultado das análises técnicas sobre a possibilidade de o País implementar novamente o mecanismo, extinto em 2019 por determinação do então presidente Jair Bolsonaro, são feitas periodicamente pela pasta. A decisão sobre o tema cabe ao governo federal.

