Região Santa Catarina

Empregos em Santa Catarina: como o estado criou mais de 63 mil vagas no semestre?

Indústria puxa 58% dos novos empregos formais em Santa Catarina com a criação de 36,6 mil novos postos até junho

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Empregos em Santa Catarina: como o estado criou mais de 63 mil vagas no semestre?
foto: divulgação

Santa Catarina encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 63,2 mil postos de trabalho criados. O crescimento foi de 2,45% no ano até junho, segundo dados do setor.

Esse resultado coloca o estado na quarta colocação nacional em geração de empregos formais. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve recuo de 0,73% no saldo de vagas.

A taxa de juros elevada impacta o crédito e os investimentos na região. Além disso, pressões externas como o novo tarifaço norte-americano afetam o ritmo de contratações.

Quais setores mais geraram empregos em Santa Catarina?

A indústria catarinense foi o principal motor econômico, criando 36,6 mil novos postos de trabalho. Dessa forma, esse número corresponde a 58% de todas as vagas formais abertas no estado até junho.

Os segmentos industriais que mais se destacaram no período foram:

  • Construção civil: alta de 8,12% no estoque de vagas, liderando com 11.218 postos.
  • Indústria de alimentos: segundo maior gerador do setor, com 5.338 novos empregos (+3,38%).
  • Borracha e plástico: incremento de 4,11%, somando 2.186 novos postos.
  • Setor de madeira: criação de 2.007 empregos (+4,87%), embora enfrente perda de fôlego pelas barreiras no mercado dos EUA.
  • Serviços: gerou 26,6 mil vagas fora da indústria, apresentando avanço de 2,54%.

O que espera o mercado de trabalho catarinense nos próximos meses?

Apesar da resiliência, especialistas apontam uma desaceleração geral na criação de novos postos.

Além disso, a indústria catarinense opera abaixo de sua média histórica desde setembro de 2025.

Enquanto isso, o comércio somou apenas 136 vagas no semestre (+0,03%), afetado pelo crédito caro.

A agropecuária teve resultado negativo no período, com a fechamento de 212 postos (-0,43%).

A retomada forte das contratações depende da queda nos juros e do controle do risco fiscal do país.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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