
Santa Catarina encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 63,2 mil postos de trabalho criados. O crescimento foi de 2,45% no ano até junho, segundo dados do setor.
Esse resultado coloca o estado na quarta colocação nacional em geração de empregos formais. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve recuo de 0,73% no saldo de vagas.
A taxa de juros elevada impacta o crédito e os investimentos na região. Além disso, pressões externas como o novo tarifaço norte-americano afetam o ritmo de contratações.
Quais setores mais geraram empregos em Santa Catarina?
A indústria catarinense foi o principal motor econômico, criando 36,6 mil novos postos de trabalho. Dessa forma, esse número corresponde a 58% de todas as vagas formais abertas no estado até junho.
Os segmentos industriais que mais se destacaram no período foram:
- Construção civil: alta de 8,12% no estoque de vagas, liderando com 11.218 postos.
- Indústria de alimentos: segundo maior gerador do setor, com 5.338 novos empregos (+3,38%).
- Borracha e plástico: incremento de 4,11%, somando 2.186 novos postos.
- Setor de madeira: criação de 2.007 empregos (+4,87%), embora enfrente perda de fôlego pelas barreiras no mercado dos EUA.
- Serviços: gerou 26,6 mil vagas fora da indústria, apresentando avanço de 2,54%.
O que espera o mercado de trabalho catarinense nos próximos meses?
Apesar da resiliência, especialistas apontam uma desaceleração geral na criação de novos postos.
Além disso, a indústria catarinense opera abaixo de sua média histórica desde setembro de 2025.
Enquanto isso, o comércio somou apenas 136 vagas no semestre (+0,03%), afetado pelo crédito caro.
A agropecuária teve resultado negativo no período, com a fechamento de 212 postos (-0,43%).
A retomada forte das contratações depende da queda nos juros e do controle do risco fiscal do país.

