
Enquanto o Governo Federal não define se vai ou não instituir a volta do horário de verão na temporada que se aproxima, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) tenta influenciar. A direção da instituição encaminhou, na última terça-feira (26), uma carta ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pedindo o retorno da medida.
Na visão da Associação, a mudança gera influência direta na economia nacional, principalmente nos setores de comércio e turismo. Pelos cálculos da diretoria da entidade, fundamentados em temporadas em que houve adoção do horário especial, o setor teria impacto direto entre 10% e 15% de crescimento no faturamento.
Conforme a Abrasel, durante o período de horário de verão, as pessoas, principalmente em atividades de turismo e lazer, tendem a aproveitar melhor os dias, estendendo atividades até mais tarde e, consequentemente, consumindo mais. Ofícios reforçando o pedido também foram enviados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; e do Turismo, Celso Sabino.
No texto, os empresários argumentam que no “momento em que o setor ainda se recupera dos prejuízos da pandemia”, a implementação do horário de verão impulsionaria o setor que agrega cerca de 1,5 milhão de empresas e gera renda direta para mais de 7 milhões de pessoas no país.
A decisão de retorno do horário de verão no país cabe ao presidente Lula. Em estudo recente, confirmando outro realizado em 2019 no governo Bolsonaro quando medida foi extinta, o ministério de Minas e Energia informou que não há sinais de que a adoção do horário de verão será necessária neste ano, se analisado o aspecto econômico ou de demanda.
O titular da pasta, ministro Alexandre Silveira, informou que os reservatórios nas usinas de geração de energia no Brasil estão na melhor fase dos últimos 10 anos. Sendo assim, não há necessidade de medidas de segurança de suprimento do setor elétrico.

