
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou uma boa notícia, nesta segunda-feira (1): a manutenção da bandeira verde na conta de luz dos brasileiros. Significa que não haverá cobrança adicional na conta de luz dos consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), e o consumidor seguirá pagando apenas o consumo em cada residência ou estabelecimento.
A Aneel justifica que os reservatórios brasileiros estão cheios e com isso a geração de energia não tem custo adicional às distribuidoras. Segundo a explicação, com esse cenário favorável a energia que abastece o país segue sendo gerada pelas hidrelétricas, que possuem um custo de geração mais baixo do que outras fontes.
Outro fator destacado pela direção da Agência, é o avanço das usinas eólicas e solares, principalmente na região Nordeste. A projeção do governo federal é que a bandeira verde seja mantida pelo menos, até o fim de 2023.
Sistema de bandeiras tarifárias:
O sistema de bandeiras tarifárias no Brasil foi lançado em 2015. A bandeira verde não tem adicional. Já a tarifação extra, em patamares distintos pela cor das bandeiras amarela ou vermelhas, ocorre quando as condições não são favoráveis como nos períodos de seca, quando o custo da geração se eleva.
Na bandeira amarela é cobrada uma taxa extra de R$ 2,989 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Quando acionada a bandeira vermelha 1, uma taxa de R$ 6,50 é cobrada a cada 100 quilowatts-hora consumidos.
Já com acionamento da bandeira vermelha no patamar 2, de escassez hídrica, quando são acionadas as usinas termelétricas, que custam muito mais caro, o consumidor paga adicional de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora consumidos

