
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) abriu uma investigação para apurar um possível atentado contra uma desembargadora que atua em processos relacionados à Operação Mensageiro. A suspeita veio à tona nesta sexta-feira (12) e mobilizou imediatamente o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS), responsável por avaliar a ameaça e proteger a magistrada.
Tribunal reage rapidamente à denúncia
Assim que recebeu as informações, o TJ-SC colocou seus protocolos de segurança em prática. Ao mesmo tempo, equipes especializadas passaram a analisar os dados disponíveis para verificar a credibilidade da denúncia e identificar sua origem.
Além disso, o Tribunal decidiu reforçar a proteção da desembargadora enquanto a apuração segue em andamento. Até agora, porém, a instituição mantém sigilo sobre detalhes da investigação para evitar prejuízos ao trabalho das autoridades.
Caso envolve julgamentos da Operação Mensageiro
A magistrada atua em processos ligados à Operação Mensageiro, uma das maiores investigações de corrupção já realizadas em Santa Catarina. A operação revelou suspeitas de irregularidades em contratos públicos e atingiu prefeitos, ex-prefeitos, empresários e outros agentes públicos.
Por isso, qualquer ameaça contra integrantes do Judiciário desperta preocupação e exige resposta imediata das autoridades responsáveis pela segurança institucional.
Investigação busca confirmar informações
Neste momento, o foco do Tribunal está na verificação das informações recebidas. Os investigadores analisam todos os elementos disponíveis para confirmar se realmente existiu um plano criminoso ou se a denúncia não passa de uma suspeita sem fundamento.
Enquanto isso, o NIS continua reunindo dados e monitorando a situação. Paralelamente, o TJ-SC acompanha cada etapa do trabalho e mantém as medidas preventivas para preservar a integridade da magistrada e garantir o funcionamento regular da Justiça.
Apuração segue sob sigilo
Apesar da repercussão do caso, o Tribunal evita antecipar conclusões. Pelo contrário, a instituição afirma que a prioridade é conduzir uma investigação criteriosa, preservar as provas e agir com responsabilidade.
Dessa forma, somente após a conclusão das análises será possível confirmar se houve, de fato, uma tentativa de atentado ou se as informações recebidas não se sustentam.

