
O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou a representação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que pedia uma investigação contra a empresa Life Tecnologia Educacional. O parlamentar questionava o destino de verbas do Ministério da Educação (MEC) e apontava um suposto favorecimento à companhia. No entanto, os ministros da Corte entenderam que o pedido não trazia elementos concretos que justificassem a abertura de um processo próprio.
Empresa ligada a ex-nora do Lula
A empresa citada está no centro de um inquérito da Polícia Federal (PF). Segundo as investigações, Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuava como operadora da Life junto ao ministério. A PF aponta que ela teria usado o nome do presidente para conseguir audiências no MEC e facilitar a liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Decisão do TCU
Apesar das suspeitas, o TCU decidiu pelo arquivamento por falta de provas documentais na petição do senador. De acordo com o tribunal, a denúncia se baseou essencialmente em reportagens da imprensa. Em nota, a Corte informou que a peça “não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade”, uma vez que não identificou contratos ou licitações específicos.
Por fim, é importante destacar, contudo, que a decisão do TCU não interfere nas investigações criminais sobre a empresa. Dessa forma, o inquérito conduzido pela Polícia Federal segue tramitando normalmente para apurar o caso.

