
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou nesta segunda-feira (23) que seu governo está preparado para o “pior cenário” em defesa da soberania da ilha. Em entrevista concedida ao político espanhol Pablo Iglesias, o líder cubano afirmou que, embora priorize o diálogo, organiza um plano de prontidão com participação popular para enfrentar possíveis agressões militares dos Estados Unidos.
Crise energética e descontentamento do presidente
A fala de Díaz-Canel ocorre em um momento crítico. Cuba enfrenta um colapso energético após o governo Trump endurecer o embargo, ameaçando tarifar países que forneçam petróleo à ilha. A escassez de combustível interrompeu serviços básicos e provocou dois apagões totais na última semana, gerando protestos incomuns em cidades como Havana.
Principais pontos da crise atual:
- Bloqueio de combustível: A interrupção do suprimento vindo da Venezuela e do México agravou a falta de energia.
- Mobilização popular: O governo convocou a população para missões de defesa nacional, enquanto cidadãos manifestam descontentamento com panelaços.
- Simbolismo militar: Ontem, repercutiu a entrega de um fuzil AKM ao músico Silvio Rodríguez, que declarou prontidão para defender o país.
Postura diplomática
Apesar da retórica de resistência, o presidente cubano reiterou que busca um ponto de “neutralidade” com Washington. No entanto, o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, confirmou à NBC News que as forças armadas já operam sob alerta para um eventual ataque.
Por fim, Díaz-Canel sustenta que os problemas estruturais da ilha derivam diretamente das sanções econômicas americanas.

