
Representantes militares de mais de 30 nações iniciam, nesta quarta-feira (22), uma reunião estratégica em Londres para estruturar a operação que visa reabrir o Estreito de Ormuz. O encontro ocorre no Quartel-General Conjunto Permanente britânico, em Northwood, e busca viabilizar a passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, atualmente sob restrições impostas pelo Irã.
Portanto, a iniciativa, organizada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, estende-se até quinta-feira (23). O foco principal do grupo é transformar o consenso diplomático obtido recentemente em Paris em um plano militar concreto e executável.
Foco dos países
Embora envolva mobilização de forças, o governo britânico classifica a missão como “estritamente defensiva”. Assim, o objetivo central do plano inclui:
- Proteger embarcações comerciais que trafegam pela região;
- Garantir a segurança de operadores marítimos;
- Realizar operações de desminagem assim que houver um cessar-fogo sustentável.
O secretário de Defesa britânico, John Healey, ressaltou a urgência da medida antes do início das conversas. Segundo ele, a estabilidade da economia global e a segurança energética dependem diretamente da liberdade de navegação. “A tarefa agora é traduzir o apoio diplomático em uma estratégia conjunta”, afirmou o secretário.
Bloqueio do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz sofre restrições de navegação por parte do Irã, que adotou a medida como resposta à ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel. Consequentemente, o bloqueio gera uma pressão inflacionária nos preços globais de energia e desestabiliza as cadeias de suprimentos internacionais.
Em contrapartida, a declaração conjunta de Reino Unido e França reforça que a reabertura deve ser imediata, incondicional e sem restrições. O documento enfatiza que a missão respeitará o direito internacional e terá coordenação estreita entre os países participantes.
Coalizão internacional
Até o momento, diversos países já endossaram formalmente a declaração de apoio à reabertura, entre eles:
- Europa: Alemanha, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Grécia, Holanda, Itália, Letônia, Macedônia do Norte, Noruega, Polônia, Portugal e Suécia.
- Outras regiões: Bahrein, Canadá, Nova Zelândia e Somália.
Próximos passos
Durante os dois dias de conferência em Londres, as delegações devem definir as capacidades militares disponíveis de cada país, estabelecer a estrutura de comando e planejar as formas de mobilização. A expectativa das autoridades é que o plano esteja pronto para execução imediata, aguardando apenas as condições políticas e de segurança ideais para o início da operação.

