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Mario Frias nega ter financiado filme ‘Dark Horse’ com verba pública

Advogados pedem arquivamento de investigação sobre uso de emendas em longa sobre o Bolsonaro

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Mario Frias nega ter financiado filme ‘Dark Horse’ com verba pública
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) apresentou sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (25). Ele contestou a acusação de que teria desviado R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação da defesa ocorre após o tribunal passar mais de dois meses tentando intimar o parlamentar.

Na petição enviada à Corte, os advogados de Frias classificaram as suspeitas como “absolutamente falsas, desprovidas de qualquer lastro probatório e difamatórias”. Por isso, a defesa solicitou o arquivamento imediato do pedido de investigação.

Entenda a denúncia

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) acionou o STF para pedir a apuração de um suposto esquema envolvendo verbas públicas. Segundo a denúncia, Mario Frias destinou duas emendas para o Instituto Conhecer Brasil, que também trabalha como produtora executiva do filme sobre Bolsonaro.

No entanto, o andamento do caso travou na busca pelo parlamentar. O ministro Flávio Dino determinou a manifestação de Frias em 21 de março. Assim, oficiais de Justiça tentaram notificá-lo no gabinete por três vezes em abril, sem sucesso. O impasse forçou o ministro a cobrar da mesa diretora da Câmara os endereços de Frias em Brasília e São Paulo para que novas buscas fossem feitas.

Defesa de Márcio Frias

Em contrapartida às suspeitas levantadas, os advogados de Mario Frias sustentam que o dinheiro carimbado pelo deputado possui destinação estritamente social. Os R$ 2 milhões teriam sido liberados para projetos de:

  • Inclusão digital e letramento;
  • Empreendedorismo;
  • Atividades esportivas para jovens na periferia.

“Não há, nos autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica”, afirmou o parlamentar no documento.

Além disso, os defensores destacam que a própria área técnica da Câmara dos Deputados validou a regularidade formal das duas emendas. Por fim, a petição alega que falar em desvio de verba agora é uma atitude “prematura”, já que o prazo oficial para a prestação de contas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria-Geral da União (CGU) ainda está aberto.

Financiador do filme está preso

A investigação sobre as emendas ganhou força devido aos desdobramentos políticos do próprio documentário. Reportagens recentes revelaram que o principal investidor de “Dark Horse” era o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso.

Inclusive, o senador Flávio Bolsonaro (PL) admitiu publicamente que atuou como intermediário nas negociações e cobrou pagamentos de Vorcaro. O empresário chegou a repassar R$ 61 milhões para o projeto do filme antes de ser detido pelas autoridades.

Por fim, o ministro Flávio Dino, que abriu a apuração preliminar no dia 15 de abril, deve analisar o pedido de arquivamento feito por Frias nos próximos dias.

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