
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou neste sábado (28) os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e cobrou contenção imediata das partes envolvidas. O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial e afirmou que acompanha a crise por causa do risco de escalada militar e dos impactos à estabilidade internacional e à segurança de brasileiros na região.
Itamaraty reage e pede respeito ao direito internacional
Logo após a ofensiva, o Itamaraty publicou o comunicado e classificou a situação como motivo de “grave preocupação”. Além disso, o governo brasileiro destacou que ações militares durante negociações diplomáticas aumentam a tensão e dificultam qualquer tentativa de acordo.
O Brasil também reforçou que defende o respeito ao direito internacional e à soberania dos países. Por isso, o governo pediu máxima contenção e cobrou que os envolvidos priorizem o diálogo. Segundo o Itamaraty, o uso da força neste momento amplia o risco de confrontos e ameaça civis e infraestruturas essenciais.
Ataques ampliam tensão e elevam risco de conflito regional
Os bombardeios ocorreram em meio a negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano, que há anos gera impasses entre o Irã e países ocidentais. Com isso, a ofensiva elevou rapidamente o nível de tensão no Oriente Médio.
Além disso, a reação iraniana e a movimentação militar na região aumentaram o temor de um conflito mais amplo. Analistas avaliam que qualquer escalada pode afetar rotas comerciais, segurança energética e a estabilidade global.
Brasil monitora situação e mantém contato com brasileiros
Ao mesmo tempo, o governo brasileiro orientou embaixadas e consulados a acompanhar a situação de perto. As representações diplomáticas mantêm contato com brasileiros que vivem ou estão na região e repassam orientações de segurança.
O Planalto também reforçou que continuará defendendo a diplomacia como principal caminho para resolver o impasse. Segundo o governo, o diálogo ainda representa a única alternativa capaz de evitar novos confrontos e reduzir os riscos internacionais.
Assim, o Brasil busca pressionar por uma solução negociada e tenta contribuir para evitar uma escalada que pode gerar consequências políticas, econômicas e humanitárias em escala global.

