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Brasil alcança menor taxa de desemprego desde agosto de 2012

População ocupada bate recorde, carteira assinada chega a 39,5 milhões e mercado de trabalho avança desde o pico de 14,6% registrado em 2020

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Brasil alcança menor taxa de desemprego desde agosto de 2012
Foto: Divulgação / Redes Sociais

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (29). O índice recuou 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio e ficou no menor nível para agosto desde o início da série histórica, em 2012.

Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho atingiu novos recordes. A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, enquanto o número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada alcançou 39,5 milhões, também o maior patamar da série.

Número de desempregados cai

Segundo o IBGE, 5,8 milhões de pessoas estavam desocupadas no trimestre encerrado em agosto. O contingente caiu 4,6% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 281 mil pessoas a menos procurando trabalho.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a redução chegou a 4,9%. Além disso, mais de 774 mil pessoas entraram no mercado de trabalho no trimestre, enquanto o nível de ocupação avançou para 58,9%.

A taxa de informalidade, porém, subiu para 37,5% da população ocupada. O resultado mostra que parte do crescimento da ocupação ocorreu fora do mercado formal.

Recorde de desemprego ocorreu durante a pandemia

O resultado atual contrasta com o recorde registrado em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro. No trimestre de julho a setembro daquele ano, a taxa de desemprego chegou a 14,6%, o maior percentual da série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

Naquele período, 14,1 milhões de pessoas estavam desocupadas. A população ocupada caiu para 82,5 milhões, enquanto o nível de ocupação recuou para 47,1%, também o menor patamar da série até então.

O recorde ocorreu durante a pandemia de Covid-19. Segundo o IBGE, a flexibilização das medidas de isolamento também contribuiu para o aumento da taxa, porque mais pessoas voltaram a procurar trabalho depois de um período em que parte da população havia deixado de buscar ocupação.

Medidas adotadas no pelo governo atual

Desde o início de 2023, o governo federal colocou em andamento programas voltados à geração de empregos, investimentos, qualificação profissional e inclusão produtiva.

Entre eles está o Novo PAC, lançado com previsão de R$ 1,8 trilhão em investimentos em áreas como infraestrutura, habitação, saneamento, saúde, educação e mobilidade. O programa também prevê ações de qualificação profissional para atender às demandas geradas pelos investimentos.

Outra iniciativa é a Nova Indústria Brasil, lançada em 2024 com medidas para estimular investimentos, produtividade e desenvolvimento tecnológico. Entre os objetivos declarados pelo governo está a ampliação de empregos de maior qualidade no setor industrial.

Já o Acredita no Primeiro Passo foi criado para ampliar a inclusão produtiva de pessoas inscritas no Cadastro Único. O programa reúne qualificação profissional, apoio para quem busca emprego, empreendedorismo e acesso a microcrédito orientado. Em 2024, a iniciativa registrou R$ 516,4 milhões em microcrédito distribuídos em 56.642 operações.

Além disso, o governo criou o Qualifica-PAC, iniciativa voltada à formação de trabalhadores para as cadeias produtivas relacionadas aos investimentos do Novo PAC. A proposta inclui ampliar oportunidades de trabalho e facilitar o acesso a políticas de emprego e renda.

Emprego formal também avançou

Os dados do Novo Caged mostram crescimento do emprego formal durante o período. No primeiro semestre de 2026, o país abriu 921.645 postos de trabalho com carteira assinada. Em julho, o estoque chegou a 48.082.866 vínculos formais.

Em 2025, o Ministério do Trabalho registrou cerca de 1,28 milhão de novos empregos com carteira assinada e um estoque superior a 48,47 milhões de vínculos.

Também houve expansão do emprego formal entre pessoas inscritas no Cadastro Único. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, mais de 3,9 milhões de beneficiários do Bolsa Família conquistaram empregos formais. No mesmo período, o saldo entre pessoas inscritas no Cadastro Único chegou a quase 5 milhões de postos.

Os números, porém, não permitem atribuir a redução do desemprego exclusivamente a uma política específica. O desempenho do mercado de trabalho também depende de fatores como atividade econômica, investimentos privados, juros, inflação, demografia e mudanças na composição das ocupações.

Renda média chega a R$ 3.777

Além da queda do desemprego, o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.777. O valor permaneceu estável na comparação trimestral e cresceu 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.

Enquanto isso, a população subocupada por insuficiência de horas permaneceu estável no trimestre e recuou 6,2% em um ano.

Com isso, os dados do IBGE mostram um mercado de trabalho com menos desempregados e recordes de ocupação e emprego formal. O cenário atual está distante do pico de 14,6% registrado em 2020, durante a pandemia, e ocorre após uma sequência de políticas de investimento, qualificação e inclusão produtiva implementadas pelo governo federal desde 2023.

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