
Uma nova sequência de instabilidades deve espalhar chuva forte por grande parte do Brasil entre os dias 10 e 24 de junho. Além disso, os sistemas meteorológicos devem manter o tempo instável por até 15 dias em áreas do Sul do país. Diante desse cenário, especialistas alertam para o risco de alagamentos, enxurradas e transtornos causados pelo excesso de chuva.
Segundo a previsão, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros em regiões do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na sequência, uma massa de ar frio também deve avançar pelo país e derrubar as temperaturas, principalmente entre os dias 14 e 24 de junho.
Sul concentra os maiores volumes de chuva
De acordo com o meteorologista Ronaldo Coutinho, as instabilidades devem atuar sobre uma extensa faixa do território nacional. Enquanto isso, o Sul deve registrar os maiores volumes e a maior persistência das precipitações.
No Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, a chuva deve ganhar força e permanecer frequente ao longo das próximas duas semanas. Em alguns pontos, os acumulados podem superar os 100 milímetros.
Além disso, o oeste e o norte catarinense também entram na rota da instabilidade, com previsão de episódios recorrentes de chuva durante o período.
São Paulo e Minas entram em alerta
No Sudeste, a chuva deve avançar sobre São Paulo a partir desta quarta-feira (10). Em seguida, as instabilidades devem se intensificar entre quinta-feira (11) e o fim de semana.
Por outro lado, Minas Gerais e Espírito Santo devem sentir os efeitos mais significativos da mudança no tempo a partir de sexta-feira (12). A previsão indica aumento das áreas de chuva e possibilidade de acumulados elevados em algumas localidades.
Centro-Oeste terá chuva persistente
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com maior risco de chuva forte. A previsão aponta precipitações frequentes e persistentes ao longo dos próximos dias.
Além disso, áreas do sul e oeste de Mato Grosso também devem registrar volumes expressivos, especialmente em municípios próximos à fronteira com a Bolívia.
Ao mesmo tempo, Goiás e o Distrito Federal devem receber chuva entre sexta-feira e o fim de semana. Cidades como Goiânia, Brasília, Catalão e Jataí estão entre as áreas monitoradas.
Norte e Nordeste também terão instabilidade
Na região Norte, Amazonas e Acre devem registrar chuva a partir de sexta-feira. Apesar disso, o comportamento segue dentro do padrão típico da região, com períodos alternados de instabilidade.
Já no Nordeste, a chuva deve ocorrer de forma mais irregular. As áreas litorâneas entre Natal e Maceió concentram a maior probabilidade de precipitação.
Enquanto isso, parte do interior da Bahia deve permanecer com tempo mais seco. No Maranhão, Piauí e Ceará, a chuva deve se concentrar principalmente nas regiões norte dos estados.
Frio chega após sequência de temporais
Depois da passagem das áreas de instabilidade, uma nova massa de ar frio deve avançar pelo país. Com isso, as temperaturas devem cair de forma mais significativa entre os dias 14 e 24 de junho.
Dessa forma, a combinação entre chuva persistente e frio exige atenção redobrada da população, principalmente nas regiões que podem registrar acumulados elevados e transtornos provocados pelo mau tempo.

