
O governo de Santa Catarina anunciou nesta terça-feira (12) a reforma total da barragem de José Boiteux, considerada a maior do Vale do Itajaí. O comunicado ocorreu durante a assinatura da ordem de serviço para a construção de 33 moradias destinadas à comunidade indígena Xokleng.
Com um investimento de cerca de R$ 70 milhões, o pacote de obras abrange desde a construção das casas até a modernização da própria barragem. Assim, a estrutura receberá comportas automatizadas. O projeto geral de reforma está orçado em R$ 11,5 milhões, enquanto a troca das comportas custará R$ 23,5 milhões. O estado lançará os editais para essas licitações em até 90 dias.
Pacote de obras do Governo de SC
Além da reforma, o investimento de milhões de reais também financiará a construção de uma escola e a pavimentação de 7,5 quilômetros da estrada que conecta a Aldeia Bugio ao município de José Boiteux. Ambas as obras já haviam sido licitadas em 2024, mas não avançaram.
No caso da estrada, houve um atraso burocrático com o licenciamento ambiental do Ibama. Essas ações, assim como as moradias, são parte de um acordo de compensação pela construção da barragem em território indígena. O governo também anunciou outros investimentos específicos em aldeias, incluindo a construção de um museu, um campo de futebol e sanitários.
Detalhamento dos R$ 73 milhões em investimentos
- Comportas e automação: R$ 23,5 milhões
- Reforma geral da barragem: R$ 11,4 milhões
- Estrada e ponte na Aldeia Bugio: R$ 7 milhões
- Escola indígena: R$ 6,5 milhões
- Museu, campo de futebol e sanitários: R$ 5,5 milhões
- 46 casas, duas igrejas e duas casas pastorais: R$ 7,4 milhões
- Manutenção da barragem e contratação da Celesc: R$ 734 mil
- Investimentos em aldeias: R$ 795 mil
- Investimento da Celesc: R$ 1 milhão
- Projeto da escola e do museu: R$ 217 mil
Barragem de José Boiteux
Portanto, inaugurada em 1992, a barragem de José Boiteux, no Rio Hercílio, tem capacidade para reter 357 milhões de metros cúbicos de água. A estrutura trouxe benefícios para a região, mas também gerou impactos diretos em José Boiteux, Vitor Meireles e Itaiópolis, tornando as ações de mitigação e compensação essenciais.

