
O preço dos alimentos registrou a primeira queda de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). A redução aconteceu principalmente nos produtos consumidos dentro de casa, que ficaram 0,39% mais baratos em junho. Com isso, a inflação oficial do país desacelerou e fechou o mês em 0,16%, o menor resultado para junho nos últimos meses.
Alimentos básicos aliviam orçamento das famílias
A redução nos preços trouxe alívio para os consumidores durante as compras do mês. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão o café moído, que caiu 3,72% em junho, o óleo de soja, as carnes em geral, com queda de 0,64%, e as frutas, que recuaram 1,58%.
Além disso, o resultado ajudou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a alcançar o menor nível desde outubro de 2025.
Apesar da queda recente, alguns alimentos ainda acumulam aumentos expressivos ao longo do primeiro semestre.
Pepino, cenoura e tomate tiveram maiores altas
Enquanto alguns produtos ficaram mais acessíveis, outros pressionaram o orçamento dos consumidores. Entre janeiro e junho, o pepino liderou a alta, com aumento de 155,47%.
Na sequência, apareceram a cenoura, com avanço de 103,14%, o tomate, que subiu 82,41%, e a batata-inglesa, com alta de 82,11%. O morango também registrou forte valorização, com aumento de 60,97%.
Além disso, produtos tradicionais da mesa dos brasileiros também ficaram mais caros. O feijão-carioca acumulou alta de 52,82%, enquanto o feijão-preto subiu 22,62%. Já o leite longa vida teve aumento de 22,08%.
Clima afetou produção de verduras e legumes
Segundo especialistas, as condições climáticas influenciaram diretamente os preços dos alimentos que mais subiram. Isso ocorreu porque eventos extremos reduziram a oferta de alguns produtos nas regiões produtoras.
No caso do pepino, por exemplo, o calor intenso em estados como São Paulo e Minas Gerais prejudicou as plantações e diminuiu a quantidade disponível para venda.
Da mesma forma, a cenoura sofreu impactos do excesso de chuvas. O volume elevado de água afetou as raízes, aumentou a ocorrência de doenças e reduziu a produção.
Já o tomate enfrentou dificuldades com mudanças no clima. O frio fora de época e a alta umidade atrasaram o amadurecimento dos frutos e favoreceram o surgimento de fungos nas lavouras.
Veja alimentos que ficaram mais baratos no primeiro semestre
Entre os produtos que registraram queda de preço nos primeiros seis meses de 2026 estão:
- Abacate: -41,30%;
- Laranja-baía: -32,81%;
- Laranja-lima: -23,36%;
- Banana-maçã: -18,90%;
- Maracujá: -12,93%;
- Café moído: -11,49%;
- Maçã: -11,03%;
- Açúcar refinado: -10,78%;
- Óleo de soja: -9,25%;
- Azeite de oliva: -6,67%;
- Carne de porco: -5,64%;
- Farinha de trigo: -4,77%.
Queda no mercado traz alívio, mas preços seguem em atenção
Embora a redução nos alimentos represente um alívio para os consumidores, o cenário ainda exige atenção. Afinal, produtos essenciais acumulam altas significativas em 2026, principalmente aqueles afetados por problemas climáticos e redução na oferta.
Dessa forma, o comportamento dos preços nos próximos meses dependerá da recuperação das safras, das condições do clima e do equilíbrio entre produção e consumo.

